Por bferreira

Rio - As Forças Armadas ocupam novamente o noticiário, dessa vez em ações humanitárias nas enchentes que castigam Espírito Santo e Minas Gerais. No Rio, a ação foi na pacificação de comunidades dominadas por bandidos.Na fronteira, longe dos holofotes, atuam no patrulhamento e combate ao tráfico de drogas e armas. Mas tanto heroísmo não ajuda a categoria a recuperar o poder de compra dos vencimentos, reajustados em 9,4% este ano, com mais 9,4% em março do ano que vem e, por fim 9,4% em 2015.

O ganho acumulado de 30% não fará, no entanto, os soldos encostarem nos salários pagos a policiais federais, advogados da União e agentes da Agência de Inteligência, servidores com funções semelhantes com seus pares fardados. Para se ter uma ideia, o comandante-geral da FAB, brigadeiro Juniti Saito recebe R$ 13 mil, R$ 7 mil a menos que um delegado experiente da PF, R$ 5 mil abaixo de um agente no topo da carreira da Abin e R$ 2 mil a menos que o salário médio de procuradores federais. Por conta desse cenário, baixas antecipadas de oficiais são uma das marcas dos quartéis neste ano.

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