Sindicato quer adotar convenção coletiva em 2014

Objetivo é ampliar conquistas a partir do ano que vem

Por O Dia

Rio - Representantes de aposentados e pensionistas do INSS já definiram suas reivindicações para 2014. E uma das principais propostas será a implementação de uma convenção coletiva a ser assinada com o governo, nos mesmos moldes das que são firmadas entre patrões e categorias como bancários e metalúrgicos, entre outras.

O presidente licenciado do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentinni, ligado à Força Sindical, antecipou à coluna que quer discutir a proposta com a Confederação Brasileira de Aposentados (Cobap) e com dirigentes do sindicato da Central Única do Trabalhadores (CUT).

A intenção é amarrar proposta unificada entre as diversas correntes de pensamento do movimento nacional de aposentados. “A ideia é fazer o governo assinar a convenção coletiva com os representantes dos aposentados. Seria uma forma de garantirmos o que foi negociado e acordado com o governo, para que os pontos não sejam descumpridos. Evitaríamos que o governo empurrasse com a barriga muitas questões que tentamos negociar", afirma Inocentinni.

O dirigente afirma que pontos como reajuste igual para todos os aposentados e pensionistas (os que ganham o piso e acima dele), o fim do fator previdenciário, a distribuição gratuita de medicamentos e transporte público de qualidade grátis também devem fazer parte da convenção coletiva.

“Tudo que for acertado na mesa de negociação constaria na convenção e teria que ser cumprido pelas partes. É assim que funciona na maioria das categorias profissionais organizadas”, reforça.

Já o presidente da Cobap, Warley Martins, garante que 2014 será um ano de intensa luta e de reivindicações para os aposentados. O dirigente afirmou que logo em janeiro haverá grande manifestação no dia 26, em Aparecida (SP). Será para celebrar o Dia Nacional do Aposentado, que é comemorado no dia 24 do mês que vem.

“Vamos levar de oito mil a dez mil pessoas à Aparecida. Haverá missa solene para os aposentados”, afirma Martins.

Para o presidente da confederação, a categoria não teve muito o que comemorar em 2013. “A desaposentação não saiu, não tivemos aumento igual para todo mundo, o fator previdenciário continua reduzindo o benefício de quem se aposenta pelo INSS. Ou seja, temos que continuar lutando por nossos direitos”, conclamou, ressaltando que a movimentação em 2014 será intensa.


Últimas de _legado_Economia