Por thiago.antunes

Rio - O tom de pessimismo tomou conta dos negócios na bolsa nesta quinta-feira. O Ibovespa fechou em queda de 2,48%, o nível mais baixo nos últimos cinco meses. O temor por uma fuga ainda maior de recursos do país diante da ameaça pelo corte na nota de classificação de risco do Brasil, aliado à expectativa por um aperto na política monetária dos Estados Unidos reforçou a cautela entre os investidores.

O compromisso fiscal do governo foi colocado mais uma vez em xeque, com a repercussão nada positiva no mercado do valor recorde, de R$ 218,4 bilhões, que os restos a pagar atingiram na passagem de 2013 para 2014. A cifra se refere às despesas registradas no orçamento, mas que não foram pagas até o final do ano passado. Assim, o governo teve “ajuda extra” para atingir a meta de superávit de 2013.

“A notícia dos restos a pagar repercutiu muito mal nas mesas de operação. Além disso, os grandes bancos divulgaram bateria de relatórios com visão nada positiva do mercado brasileiro”, disse o operador da Quantitas Asset Management Thiago Montenegro. 

Diante do cenário, o Ibovespa despencou para 49.321 pontos. A perda do patamar psicológico e técnico dos 50 mil pontos acentua a tendência negativa. “Isso deflagra a continuação da tendência de baixa e aumenta a inclinação de venda para o curto e médio prazo”, avaliou o analista da Clear Raphael Figueiredo, para quem o índice deve cair até os 48.900 pontos.

Dólar fica em R$ 2,39

O dólar fechou outra vez em alta, ficando abaixo de R$2,40. A moeda norte-americana terminou o pregão valendo R$ 2,3975, com valorização de 0,33%, na maior cotação desde 22 de agosto, chegando a R$ 2,432.

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