Por tamyres.matos
Rio - Analistas consideram que a inflação de 2013 medida pelo IPCA, divulgada na última sexta-feira e que ficou em em 5,91% vai forçar o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, a aumentar a taxa básica da economia, a Selic, em 0,5 ponto percentual na reunião que começa hoje e termina amanhã, em Brasília. O Boletim Focus do BC — que reúne expectativas das instituições financeiras do país — foi veiculado ontem e apostava na subida de 0,25% da Selic no encontro.
As cinco participantes que mais acertam as projeções da taxa de juros, contudo, indicam que a pressão dos preços elevará o patamar da Selic para 10,5% este mês e vai forçar outro aumento no próximo mês.
A Austin Rating, que está em quinto lugar no Top 5 do Focus para a Selic, acredita em duas altas consecutivas de 0,5 ponto percentual.
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“O resultado anual reforça o cenário otimista de elevação da Selic neste início de 2014 para, no mínimo, 11%, mas abre espaço para estimativas de doses ainda maiores nos juros. Ou seja, o colegiado não tem argumentos para fazer a conhecida parada técnica, e certamente continuará subindo a taxa básica em ao menos 0,5 pontos nas reuniões que ocorrerão em janeiro e fevereiro”, declarou Alex Agostini, economista-chefe da corretora Austin Rating ontem pela manhã.
BC em estado de alerta
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A agência considera que o aumento da inflação no período em que a Selic saltou de 7,25% para 10% “coloca a autoridade monetária em alerta extremo” e destaca que outros mecanismos podem ser usados para combater a escalada inflacionária.
“Há chances não desprezíveis de adoção de instrumentos restritivos, como o aumento da alíquota do depósito compulsório”, afirma o relatório. A Península Investimentos acredita em alta de 0,25% da Selic na reunião do Copom.
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