Por thiago.antunes
Rio - A poupança continua uma das melhores opções de investimento, principalmente para quem tem quantias pequenas para aplicar. No ano passado, essa modalidade registrou um resultado bastante relevante e teve o maior volume de depósitos até o momento, de acordo com o Banco Central. Além do aumento no ganho das famílias brasileiras, os juros da economia influenciaram esses resultados positivos. Para este ano, espera-se nova superação de metas.
Entre as vantagens da poupança estão a possibilidade de sacar o dinheiro da conta a qualquer momento e o fato de não haver incidência do Imposto de Renda. Além disso, trata-se de um investimento conservador, que oferece pouco risco. Abaixo, saiba mais sobre esse tipo de aplicação.
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Pergunta e resposta
“Consigo economizar cerca de R$500 todo mês e gostaria de colocar esse dinheiro para render. A poupança continua sendo a melhor opção? Há outros tipos de investimentos?” Adriana, Méier
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No seu caso, tratando-se de uma investidora de classe média, recomendo prudência nos investimentos, principalmente num momento de incertezas com relação à taxa de juros. Acho que a caderneta de poupança seria o mais adequado, destacando o fato de não haver incidência do Imposto de Renda.
A poupança registrou no ano passado um resultado bastante relevante e continua uma atraente modalidade de aplicação de recursos financeiros. Até o fim de 2013, a captação líquida — ou seja, os depósitos menos os resgates — chegou a R$ 71 bilhões. Foi o ano de maior volume de depósitos, até então, de acordo com o Banco Central do Brasil.
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A captação líquida cresceu 43% em relação ao ano anterior. Ao todo, os usuários dessa modalidade têm R$ 598 bilhões depositados, o que rendeu aproximadamente R$ 30,6 bilhões, no ano passado. Além do aumento no ganho das famílias brasileiras, os juros da economia influenciaram esses resultados positivos. E espera-se que este ano essa situação se repita, com nova superação de metas.
As regras da poupança foram alteradas pelo governo em 2012, quando foi estabelecida uma relação direta do seu retorno com 70% da Selic, quando esta se apresentar menor ou igual a 8,5% ao ano, numa tentativa de evitar que se tornasse atraente demais.
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Verificou-se na prática, porém, que tal medida não foi suficiente para inibir a procura por essa modalidade, pois quando a Selic atingiu 7,25%, percentual que se manteve até abril de 2013, a poupança se tornou um excelente investimento, até porque permite os saques a qualquer momento. A aplicação em Fundos DI, com a taxa igual ou maior do que 1%, seria mais interessante para investidores que tivessem condições de deixar o dinheiro aplicado por um período de pelo menos um ano, em função da incidência do Imposto de Renda.
Jair Abreu Júnior é coordenador em Gestão Financeira da Universidade Estácio de Sá
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