Por thiago.antunes
Rio - Turistas que vieram ao Brasil para a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude devem voltar para a Copa do Mundo, segundo avaliação do Ministério do Turismo. Em função disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve liberar hoje quase todos os pedidos de voos extras solicitados pelas companhias aéreas brasileiras no período do Mundial.

Porém, de acordo com fonte do setor, o maior desafio das empresas será driblar os problemas de infraestrutura dos aeroportos e de falta de pessoal. Dados parciais apresentados pela Anac mostram que, até o dia 6 de janeiro, foram solicitados 1.523 novos voos. A TAM anunciou o pedido de mil voos e a Avianca de outros 430. A Azul enviou pedido com 310 voos adicionais.

Associação das Empresas Aéreas quer horário amplo nos aeroportosAlexandre Vieira / Agência O Dia

A Gol não informou o número de solicitações enviadas à agência. Mas a previsão é de que o volume ultrapasse dois mil pedidos. As aéreas brasileiras também terão que seguir à risca as regras sobre atendimento e preços de voos extras para a Copa.

De acordo com a fonte, o governo vai cobrar mais transparência na venda e na informação aos passageiros sobre os voos extras durante a competição. O cronograma de entrega das obras nos aeroportos é o que gera mais preocupação. Há ainda a questão do clima na região Sul do país, onde no período de inverno aeroportos como o de Porto Alegre costumam fechar para pousos e decolagens.
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Outro ponto, já encaminhada à Anac pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), diz respeito à ampliação do horário de funcionamento de aeroportos que operam normalmente com restrições, caso de Santos Dumont, no Rio, e Congonhas, em São Paulo. A Abear aguarda a aprovação ao pedido de extensão de horário nesses terminais, que hoje operam até 23h.
Segundo o Ministério do Turismo, entre os estrangeiros que visitaram o Brasil para a Copa das Confederações, 84,5% dos entrevistados consideraram que a viagem atendeu plenamente ou superou as expectativas: 95,7% afirmaram que pretendem voltar ao país. Já 92,1% dos peregrinos estrangeiros da JMJ disseram que pretendem retornar.
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Estrangeiras querem vir ao Brasil
O interesse de companhias aéreas internacionais pelo mercado brasileiro segue em rota de crescimento. Segundo o professor de Transporte Aéreo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Respício do Espírito Santo, mais de 70% dos passageiros transportados para o exterior ou vindos de outros países usam as empresas estrangeiras.
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A TAM, que cancelou os voos para Londres e Montevidéu esse ano, e a rota para Paris e Frankfurt no ano passado, solicitou à Anac o cancelamento de mais dois voos que partem de Guarulhos (SP) para o Chile. Na contramão, empresas internacionais têm mais 17 voos já autorizados.
“TAM e GOL não descontinuarão tudo e talvez Azul e Avianca voem para o exterior em breve. Quando a política de céus abertos para voos internacionais se tornar efetiva em 2015 para os EUA e União Europeia, as companhias de baixo custo podem vir também. Se as brasileiras sobreviverem aos primeiros cinco anos após estes céus abertos entrarem em vigor, acredito que terão futuro”, disse.
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