Por nara.boechat

Rio - O empresário Eike Batista que já era alvo de investigações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por divulgações infladas das operações da ex-OGX, atual Óleo e Gás Participações, sofre nova devassa. Desde o fim do ano passado, sua ex-companhia MPX, da área de energia, também é investigada pelo mesmo motivo.

Para a CVM, o ex-magnata seria o responsável pelo descumprimento de normas da autarquia sobre a divulgação de atos, fatos e informações relevantes para o mercado. O levantamento corria em sigilo e só veio à tona depois de Eike solicitar, na última quinta-feira, que o caso fosse resolvido com um termo de compromisso a ser firmado com o órgão.

O pedido do empresário, porém, não apresentou condições ou prazos a respeito do termo de compromisso. O documento é um instrumento pelo qual executivos e gestores de companhias abertas — aquelas negociadas na Bolsa — pagam um valor determinado para encerrar uma investigação ou um processo.

Eike vendeu no ano passado o controle da MPX para a alemã E.ON, que já era sócia minoritária da companhia e mudou o nome para Eneva em setembro. Foi a primeira empresa do grupo X a ser negociada e era vista pelo mercado como a com mais potencial de recuperação e os melhores ativos, no caso, usinas termelétricas.

O ex-magnata tem ainda outros dois processos de investigação por parte do órgão regulador, que analisa a conduta dele à frente da CCX Mineração, bem como da LLX, de logística.

Esta última se tornou a Prumo Logística após ser vendida e administra o Superporto Sudeste, na cidade de Itaguaí, na Baixada, além de outros projetos que já estavam em desenvolvimento, como a parceria com o Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense. Os dois terminais são essenciais à economia do estado.

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