Por tamyres.matos

Rio - O déficit histórico da balança comercial brasileira em janeiro, com saldo negativo de US$ 4,057 bilhões (R$9,85 bilhões), o maior desde o início da série em 1994, surpreendeu os empresários. Com as importações somando US$20,084 bilhões (R$48,82 bilhões) — impulsionadas pelos setores de bens de consumo, que cresceram 8,8% —, frente aos US$ 16,027 bilhões (R$38,92 bilhões) de exportações, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) aponta para o medo da alta do câmbio como razão para o desequilíbrio.

“Acreditávamos que o Brasil fecharia o mês com saldo de US$ 2 bilhões (R$4,86 bilhões), justificados pelo aumento das exportações de petróleo, que cresceram 135%; as vendas para a Argentina, que aumentaram 84%; e a valorização do preço do minério de ferro”, avalia José Agusto Castro, presidente da AEB.

País fechou o mês passado com mais importações que exportações Reprodução

“Percebemos que o medo da alta do dólar mexeu com os empresários, que se apressaram para refazer estoques num período atípico, janeiro”, completa Castro.

O péssimo resultado de janeiro é ainda pior se comparado com igual período de 2013, quando o déficit da balança comercial já havia sido recorde, mas provocado pelo efeito da contabilidade atrasada de importações de gasolina feitas em 2012.

Segundo o ministério, a queda nas exportações de janeiro, baixa de 26,6% em relação a dezembro, foi resultado da retração nas vendas no exterior de produtos manufaturados e semimanufaturados, com destaque para o recuo nos embarques automóveis e autopeças, veículos de carga, etanol, açúcar, suco de laranja, ferro, aço e ouro.

BOLSA DE VALORES CAI 3,13%

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 3,13% no pregão de ontem, chegando aos 46.147 pontos — nível mais baixo desde 12 de julho do ano passado.

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