Por clarissa.sardenberg

São Paulo - O Itaú Unibanco divulgou nesta segunda-feira que irá recorrer da autuação da Receita Federal, confirmada na última quinta-feira, sobre o processo de fusão com o Unibanco. Na decisão não unânime, o Fisco cobra da instituição financeira bilhões de reais em impostos relacionados à fusão que originou o maior banco privado do país em 2008.

O banco foi autuado pela Receita em agosto do ano passado em cerca de 18,7 bilhões de reais relacionados aos instrumentos contábeis usados para a unificação das operações. A instituição afirmou que considera "remoto" o risco de perda na cobrança.

A Receita Federal questiona o aproveitamento fiscal do ágio da aquisição, que consiste na diferença entre o preço pago por uma companhia e seu valor patrimonial. Durante o processo de compra as empresas podem usar o vlor do ágio como despesa, o que reduz o lucro e diminui o cálculo base do Imposto de renda e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

Segundo especialistas, no caso da fusão entre itaú e Unibanco a operação permiti abater um alíquota conjunta de 40% nos dois tributos.

O Itaú disse em nota divulgada em agosto do ano passado que a Receita discorda da forma adotada para unir as operações dos dois bancos. "(A Receita) sugere que deveriam ter sido realizadas operações societárias de natureza diversa, que teriam gerado um ganho tributável", divulgou. Além disso, disse que a operção sugerida pela Receita não poderia ser usada pois não é aplicável no caso de instituições financeiras.

Fusão entre o Itaú e o Unibanco, em 2008, é contestada pela Receita FederalReprodução Internet


Com informações da Reuters 

Você pode gostar