Por bferreira

Rio - Mesmo com redução de preço no último mês, o metro quadrado para construir ou reformar uma casa no Rio de Janeiro continua o mais caro do país. De acordo com o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem o indicador registrou queda de 0,41% entre dezembro e janeiro, mas nos últimos 12 meses, o metro quadrado chegou a R$969,93. Mas, mesmo assim, é possível reduzir os custos com obras residenciais. Segundo o proprietário da construtora Encorp, Paulo Pestana, é essencial pesquisar os preços em diversas lojas antes de comprar. “Os consumidores podem reduzir de 5% a 15% os gastos”, diz.

No país, o preço médio subiu para R$ 864,01, sendo R$477 de materiais e R$387,01 de mão de obra. Essa alta já é sentida por profissionais da área. O pedreiro e eletricista Alberto Cândido é um exemplo. Ele trabalha há 15 anos no setor e diz estar assustado com as altas constantes. “Em 1999 eu comprava um saco de cimento de 50 kg por R$ 10 e hoje o preço está em R$ 33”, disse. Em contrapartida, o profissional também recebe mais para fazer as reformas residenciais. “Quando comecei, ganhava R$ 18 por dia, atualmente a minha diária passou para R$ 150”, afirma.

Além dos compradores, os comerciantes também sentem os reflexos da inflação. O gerente da loja de construção M.Fausto, Eduardo Rodrigues, diz que que o faturamento vem diminuindo ao longo dos meses.

“Nosso lucro está reduzindo, já que não podemos repassar todos os custos aos nossos clientes”, informa.

Influenciada pelos preços dos transportes, a inflação oficial do país iniciou o ano com desaceleração. De acordo com dados do IBGE divulgados ontem, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,55%, contra 0,92% em dezembro. Já nos últimos 12 meses, o indicados acumula alta de 5,59%.

TRANSPORTES

Essa é a menor leitura desde novembro de 2012, quando atingiu 5,53%. A meta oficial do governo é de 4,5%, podendo ficar entre 2,5% e 6,5% sem ser descumprida.

O grupo transportes, com variação negativa de 0,03%, foi o motivo da desaceleração do indicador. O impacto do grupo em janeiro foi de 0,01 ponto percentual negativo, em dezembro tinha sido de 0,35 ponto percentual.

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