Por bferreira
Publicado 11/02/2014 00:53

Rio - Muito antes de criar o Império X, e até mesmo do fracasso da empresa de ouro que assumiu como sócio no Canadá, a TVX, o empresário Eike Batista ensaiava, com seus vinte e poucos anos, os primeiros passos nos negócios na mineração. Ele já montava o modelo que iria ser replicado em todas as empresas do Grupo EBX, bem como a influência de seu pai e os erros iniciais que o levaram do posto de maior milionário do País ao de maior perdedor.

“Eike foi um ilusionista”, disse o jornalista Sergio Leo, autor do livro sobre o empresário “Ascensão e Queda do Império X”. Leo mostra que ex-bilionário enganou investidores e revela fracassos do começo de carreira de Eike.

Para Leo, o maior erro do empresário foi criar negócios em segmentos nos quais não tinha experiência prévia. “Ele sempre queria subir de patamar. Tinha muita coragem, mas também se enganava. Muitas vezes não fez as pesquisas necessárias”, informou.

Para o autor, Eike sempre foi um empresário ousado, mas não necessariamente um gerente bem sucedido. “A holding EBX nunca existiu. O grupo não tinha uma estrutura corporativa. As empresas eram independentes, mas, ao mesmo tempo, dependentes. Com um gestor centralizador como Eike, era difícil ter uma estrutura organizada”, explica.

Ao longo do livro, que abrange toda a carreira do empresário, o autor compara, de forma crítica, informações contidas na autobiografia de Eike, e ressalta outras que foram omitidas ou pouco detalhadas. Para Leo, a crise do Grupo X é um caso empresarial sem precedentes no país. Na visão do autor, a história está longe de ter um ponto final, e Leo não se arrisca em decretar o fim da carreira dele. “Eike já provou sua capacidade de cair e se levantar diante do fracasso com negócios anteriores”, disse.

Marília Almeida, do iG São Paulo

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