Corte no orçamento de 2014 e superávit na pauta

Governo quer dar aos agentes econômicos uma sinalização de que perseguirá responsabilidade fiscal mesmo em ano eleitoral. Números saem na quinta

Por O Dia

Rio - No Palácio do Planalto, entraram na reta final as discussões para fechar o tamanho do corte a ser feito no orçamento de 2014. A União também analisa a meta de superávit primário (resultado das receitas subtraídas das despesas, sem considerar custos com juros) com a qual o governo federal se comprometerá em 2014, a serem anunciados até a próxima quinta-feira.

Segundo integrantes do governo, um dos pontos principais das discussões travadas nos últimos dias envolve o tamanho do impacto dos cortes sobre a economia. O dilema é dar aos agentes econômicos uma sinalização firme de que o governo perseguirá a responsabilidade fiscal mesmo em ano eleitoral e, ao mesmo tempo, não vá impor custos excessivos à economia, que vem mostrando ainda sinais frágeis de recuperação.

O compromisso do governo é apresentar um superávit primário, a ser produzido com cortes orçamentários, capaz de manter a trajetória declinante da dívida pública como percentual do PIB. Mas, ao reduzir seus gastos, o governo diminui também sua contribuição para estimular a economia.

As opções estudadas nas últimas semanas vão de um superávit cujo impacto vai de neutro a “levemente contracionista”, ou seja, capaz de produzir uma desaceleração na atividade econômica. Avalia-se, dentro do governo, que mesmo um corte “contracionista” poderá, ao final, ter um resultado positivo sobre o desempenho da economia.

O ajuste fino vem consumindo reuniões diárias. Apenas ontem, foram três: duas dos integrantes da junta orçamentária, com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e do Planejamento, Miriam Belchior, e, uma terceira com a própria presidente Dilma Rousseff.

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