Direito de greve: Discussão com centrais avança

Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou após audiência pública com as centrais sindicais, que muitas das reivindicações são plausíveis e podem ser atendidas

Por O Dia

Rio - As discussões sobre o direito de greve dos servidores avançaram. O relator do projeto de lei que regulamenta a questão, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou ontem, após audiência pública com as centrais sindicais, que muitas das reivindicações são plausíveis e podem ser atendidas.

Durante a reunião, os sindicalistas pediram uma proposta mais ampla, que regule também aspectos como negociação coletiva, acordos, dissídios e data-base. “Nossa reivindicação inicial é pelo direito de discutir. Muitas greves do serviço público são feitas simplesmente para abrir o canal de negociação”, explicou Maria das Graças Costa, secretária da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Segundo Jucá, essa proposta será considerada na elaboração do texto final.

“Se for possível fazer uma ginástica legislativa e trazer o tema da negociação ao projeto, isso será feito”, garantiu o senador.

Também veio à tona a polêmica sobre o percentual de servidores que devem continuar trabalhando em caso de greve nos serviços considerados essenciais. Atualmente, a proposta relatada por Jucá prevê 40%. Para Rubens Romão, representante da Força Sindical, o projeto cerceia o direito de greve ao estabelecer as carreiras essenciais.

Ao final da reunião, o relator ressaltou que ainda não há um texto fechado para a proposição e que prosseguirá o debate com o governo federal e com as centrais sindicais.

PORTE DE ARMAS

Representantes das centrais também cobraram a definição, no projeto, de como será o porte de arma para grevistas da área de Segurança Pública. Atualmente, o texto prevê o porte no trajeto entre o local de manifestação e a casa do policial, mas nunca durante os protestos. Os sindicalistas, porém, temem que isso represente um risco para a segurança dos servidores.

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