Por bferreira

Rio - A Secretaria Estadual de Educação classificou como “inoportuna” a paralisação de 24 horas dos profissionais das redes estadual e municipal do Rio marcada para a próxima segunda-feira. A pasta alega que está em processo de negociação com os funcionários e que, por isso, não haveria motivos para esse tipo de manifestação.

Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), a paralisação unificada faz parte da estratégia de mobilização dos professores e funcionários para a luta em defesa da escola pública, melhores condições de trabalho, reajuste salarial, implementação de um terço da carga horária para planejamento de aulas, 30 horas para servidores administrativos, entre outras reivindicações.

Em nota enviada ontem à coluna, a secretaria informou que “lamenta a paralisação marcada pelo Sepe apenas 20 dias depois do início do ano letivo”. A pasta lembra ainda que na última semana, o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, recebeu representantes da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes) e do próprio Sepe que compõem o Grupo de Trabalho. O fórum foi formado a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), para dar continuidade aos debates sobre as principais reivindicações da categoria.

O Sepe, por sua vez, se nega a participar dos encontros com a Uppes, alegando que a outra entidade não participou da greve do ano passado. “O governo impôs presença do outro sindicato, no nosso entendimento, descumprindo a determinação do STF”, disse Marta Moraes, coordenadora do Sepe.

Depois do ato na segunda-feira, os professores vão para a Candelária. De lá, sairão em passeata até a Cinelândia para aula pública.

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