Por bferreira

Rio - Perda ou roubo da carteira, cadastros em sites, redes sociais, promoções por telefone. Os dados dos consumidores “passeiam” por diversos ambientes, virtuais ou não, facilitando a ação de fraudadores. “O cliente precisa ter cautela ao compartilhar dados em redes sociais, preencher cadastros na internet, confirmar informações ao telefone ou participar de promoções”, alerta a superintendente de Serviços ao Consumidor da Serasa Experian, Maria Zanforlin.

Pesquisa da entidade aponta que as tentativas de fraude contra o consumidor creceram 8,2% em janeiro na comparação a igual mês de 2013. Foram registradas, no período, 186.549 tentativas de golpe, o que representa uma tentativa a cada 14,4 segundos no país.

Entre os segmentos, a telefonia respondeu por quase metade das tentativas. Em janeiro foram 84.310 registros, o que representa 45,2% do total.

As compras pela internet também têm sido um chamariz para a ação de fraudadores. De acordo com o titular da Delegacia do Consumidor da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (Decon), Ricardo Barbosa, o roubo de informações pela internet — onde dados pessoais são usados por criminosos — é usual.

Para atrair a vítima, os sites oferecem preços abaixo do mercado e cria facilidades. “É comum que as pessoas forneçam seus dados pessoais em cadastros na internet sem verificar a idoneidade e a segurança das lojas virtuais”, diz o delegado.

Já o setor de serviços, que inclui construtoras, imobiliárias e seguradoras, teve 51.517 registros, o equivalente a 27,6% do total. Os bancos ficaram em terceiro lugar no ranking com 33.734 tentativas de fraude, o que representa 18,1% do total. E o segmento varejista teve 13.531 mil tentativas, ou seja, 7,3% do montante.

TIPOS DE GOLPES

CARTÕES 
O golpista solicita um cartão de crédito usando um documento falso. A conta fica para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão.

VAREJO
O criminoso compra um bem eletrônico — como TV, aparelho de som, celular etc — usando identidade falsa. A vítima paga a conta.

BANCO
O fraudador abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Todos os produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializam o prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio.

EMPRESA
Os dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de “fachada” para a aplicação de golpes no mercado.

AUTOMÓVEIS
O golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada.

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