Por thiago.antunes

Rio - Servidores dos hospitais federais do Rio que aderiram à greve por tempo indeterminado vão trabalhar durante os plantões de Carnaval. Segundo Mariá Casanova, diretora do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência (Sindsprev-RJ), o objetivo é evitar que a paralisação prejudique a população.

“Nosso movimento não é contra o usuário. Nós não queremos que depois o governo diga que se algo aconteceu foi em função da greve”, disse ela. Nesta sexta-feira, servidores de quatro unidades do Instituto Nacional do Câncer (Inca) também aderiram à paralisação. A decisão foi comemorada pelos funcionários dos demais hospitais que já haviam cruzado os braços.

A categoria reivindica jornada de 30 horas e reestruturação salarial, além do fim da implantação do ponto eletrônico. Também faz parte da pauta a luta pela manutenção da saúde pública federal.
Na quinta-feira após o Carnaval haverá assembleia nas unidades de Vila Isabel, às 9h. E na sexta-feira, o comando de greve vai percorrer os hospitais para verificar os principais problemas.

Já no próximo dia 11, às 15h, acontece assembleia estadual para definir os rumos da paralisação. O encontro está marcado para o auditório do sindicato, localizado na Rua Joaquim Silva 98, na Lapa.

Assédio moral

O Sindsprev-RJ tem recebido denúncias de que a direção do Hospital Federal dos Servidores estaria assediando os grevistas e pressionando-os para que voltem a trabalhar. Os profissionais desta unidade de Saúde foram uns dos primeiro a aderirem ao movimento iniciado no dia 3 de fevereiro.

Grupo quer parar

Um grupo de garis intitulado de “Comlurb Carioca” é contra a decisão do sindicato da categoria de aceitar a proposta da prefeitura de reajuste de 9%. Segundo Grace Kelly, membro do movimento, que surgiu no Facebook, alguns desses servidores pretendem contrariar a decisão do sindicato e entrar em greve

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