Por bferreira

Rio - Como diz o ditado popular: agora que passou o Carnaval, o ano começou para valer. Será mesmo? Há dúvidas. Em abril virá um super feriadão de Semana Santa (dia 13), combinado com Tiradentes (dia 21) e São Jorge (dia 23); a Copa do Mundo de Futebol (entre junho e julho) e as eleições gerais em dois turnos (outubro).

Mas, na semana passada saiu o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 2013, que foi um crescimento de 2,3%. O resultado é muito baixo se levar em conta que o governo havia planejado inicialmente 3,5%. Para este ano, o avanço esperado deve ser o mesmo.

Também foi divulgada a nova taxa básica de juros da economia, que subiu para 10,75% ao ano, voltando ao mesmo patamar do início do governo Dilma. A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e projetada para 2014, é em torno de 6%, também repetindo o mesmo padrão ocorrido no ano passado.

Joga isso tudo no liquidificador e não dá suco e nem sopa. O ano de 2014 será de baixa produtividade, com investidores cautelosos por conta das eleições, com a economia patinando, e os preços disparando nos supermercados e pesando no bolso do povão. Há ainda o risco de apagão na energia elétrica e de aumentos na conta de luz para o consumidor.

Já estamos em 2014, mas parece que será um ano para reflexões e, na produção, para esquecer. Que venha logo a folia de 2015 e, quem sabe, com novas alegrias na economia.

Professor de Finanças do Ibmec

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