Por thiago.antunes

Rio - A Bovespa fechou em queda de 1,8% nesta sexta-feira, chegando aos 46.244 pontos. Fatores externos como a preocupação com a China e a instabilidade da Ucrânia pressionaram o índice para baixo. O temor é que a demanda do país asiático por commodities do setor de siderurgia e mineração arrefeça.

Os contratos futuros do aço e do minério de ferro na China caíram a mínimas históricas, derrubando as ações do segmento do Brasil. O clima ruim foi agravado pelo anúncio de que uma fabricante de painéis solares chinesa, a Chaori Energy Science & Technology, não pagaria juros de bônus a seus credores. As ações preferenciais da Vale caíram 3,69%, chegando a R$ 27,09. Os papéis da Usiminas, CSN e da Bradespar, que tem participação na Vale, despencaram mais de 4%.

As tensões na Ucrânia também afetaram os investidores, que buscaram se proteger de potenciais confrontos na região. Internamente, as incertezas do setor energético nacional, ameaçado de sofrer um racionamento, também contribuíram para o recuo. As ações da Light fecharam em queda de 5,92% e as preferenciais da Cesp PNB caíram 5,18%. Também as ações da Eletrobras despencaram 4,69%.

Já a moeda norte-americana encerrou o dia com alta de 1,15% ante o real, a R$ 2,34, depois de quedas sucessivas durante a semana. Segundo analistas, a alta foi uma recomposição, diante das fortes baixas nos últimos dias. Um dos fatores que ajudou a fortalecer o dólar foi a divulgação da abertura de 175 mil novos postos de trabalho nos Estados Unidos, no mês de fevereiro. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,13% sobre o real.

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