Por bferreira

Rio - Os policiais civis vão fazer uma manifestação na próxima terça-feira, às 10h, em frente à Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão, no Centro do Rio. O objetivo é cobrar do governo uma resposta sobre as reivindicações da categoria.

No ano passado, representantes do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) se reuniram com o secretário da pasta, Sérgio Ruy, que afirmou ser possível o pagamento de horas excedentes, adicional noturno, incorporação das gratificações, além de estudar um novo plano de cargos e salários. Segundo a entidade, o titular da secretaria afirmou que daria prosseguimento às conversas em janeiro.

Procurado, o assessor Luiz Capella teria informado ao Sinpol que Sérgio Ruy estava de férias e voltaria em fevereiro, quando apresentaria a contraproposta do governo. Até o momento, porém, a secretaria não teria entrado em contato com o sindicato para agendar novo encontro.

A pauta reivindicatória tem dez itens. Entre eles, plano de cargos e salários vinculando o vencimento dos agentes ao dos delegados, incorporando as gratificações existentes. Isso implicaria em uma elevação em 50% nas remunerações dos agentes, que hoje recebem R$ 2.087,70, considerando o salário-base e os adicionais.

A categoria também pede o pagamento da Gratificação Especial por Atividade (Geat) aos policiais aposentados, pensionistas e que estavam de licença. Segundo o sindicato, esse caso já teve decisão favorável da Justiça há mais de três anos, mas ainda não houve resultado.

Fazem parte da pauta, ainda, o reajuste em 100% do vale-transporte e do tíquete-refeição, além do pagamento mensal das horas extras trabalhadas pelos policiais na escala de 24 por 72 horas.

O sindicato exige também plano de saúde aos policiais da ativa, aposentados e seus dependentes, pago pelo estado. A justificativa da entidade é que a policlínica que está sendo construída não terá internação, nem emergência.

Presidente do Sinpol, Fernando Bandeira conta que esse é o momento ideal para negociar com o governo, em função da Copa do Mundo, este ano, e das Olimpíadas, em 2016. “Agora é a hora de cobrar o reajuste”, disse ele.

Segundo o sindicalista, a maioria dos policiais complementa a renda com trabalho informal. Salários maiores contribuiriam para a autoestima da corporação, além de minimizar a corrupção. “Os policiais querem poder pagar as contas”, explica Bandeira.

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