Por thiago.antunes

Rio - A Petrobras planeja captar US$ 8,5 bilhões (quase R$ 20 bilhões) com a emissão de bônus denominados em dólares em sua segunda oferta de seis partes em 10 meses. Os recursos devem ser usados para financiar parte dos US$ 221 bilhões (R$518,61 bilhões) de investimento para os próximos cinco anos, conforme o Plano de Negócios da companhia. A empresa levantou US$ 11 bilhões (R$ 25,85 bilhões) em uma venda de seis partes, em maio último, o maior da história para um emitente de mercados emergentes.

A nova emissão vai compreender títulos com prazos de entre três anos e seis anos, nos dois vencimentos com taxas fixas e flutuantes, e de entre 10 e 30 anos com taxas fixas. “Todo mundo sabe que eles precisam do dinheiro, e faz sentido para eles para aumentá-lo agora”, disse Carlos Gribel, o vice-presidente para mercados emergentes da INTL FCStone Securities Inc..

Os coordenadores da operação são HSBC, JPMorgan, Citi, Bank of China, BB Investimentos e Bradesco BBI. No ano passado, a estatal foi classificada como a empresa mais endividada do mundo em um relatório do Bank of America Merrill Lynch. A Petrobras vem aumentando o tamanho de suas emissões de bônus em dólares ano após ano, pelo menos desde 2009, elevando os custos de financiamento. A ação preferencial da empresa acumula queda de cerca de 22% neste ano até 7 de março, contra perda de 10,2% do Ibovespa.

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