Por bferreira

Rio - As pessoas passam por momentos de altos e baixos na situação financeira, mas alguns gastos são cíclicos e previsíveis. É nesse momento que a programação deve falar mais alto que o impulso. Em época de fim de ano, por exemplo, é muito comum se endividar em gastos com viagens, confraternizações, compras de Natal e Ano Novo. Quando o dinheiro não é suficiente, o jeito é apelar para os empréstimos no banco ou para o tenebroso cheque especial, mas essa pode ser uma prática ruim para a situação financeira.

O recomendado é planejar os compromissos financeiros que serão assumidos para que eles não se tornem um problema no futuro. O importante é que você quite as suas dívidas, eliminando as mais caras até chegar às mais baratas.

PERGUNTA E RESPOSTA

“Este mês tive mais gastos que o normal, com a manutenção do carro e despesas médicas. Meu salário não será suficiente para pagar tudo. O que é melhor, usar o cheque especial ou fazer um empréstimo?”

Milton, Taquara

Milton, orçar os gastos mensais e planejar as despesas com antecedência são hábitos exercidos por poucos, infelizmente. Essas práticas requerem disciplina muito rígida, e ninguém gosta de fazer o papel do “estraga prazeres” ao cortar custos.

Sempre predomina o impulso de gastar primeiro e deixar para pagar depois. Você já afirma que o dinheiro não será suficiente para saldar as dívidas, resta saber o que custa menos, usar o cheque especial ou obter um empréstimo.

As instituições financeiras emprestam o dinheiro, mediante a cobrança de uma taxa de juros, que deve ser informada no ato da concessão do empréstimo. Mas tome cuidado: o Procon indica alta nas taxas cobrados dos consumidores no empréstimo e no cheque especial. De acordo com as informações divulgadas pela entidade, o Banco do Brasil (BB) foi o que mais subiu os juros no empréstimo pessoal em fevereiro, indo de 4,59% para 4,72% ao mês, ou seja, uma elevação de 2,83%.

A Caixa Econômica é o banco com menor taxa de juros para empréstimo pessoal, de 3,70%. Já entre as instituições privadas, o HSBC é o que menos cobra, com acréscimo de 5,77% no valor financiado. 

Para o cheque especial, são exigidas as seguintes taxas: Santander (10,67%); Bradesco (9,03%); Itaú (9,47%); HSBC (9,95%); Banco do Brasil (7,64%) e Caixa Econômica (4,95%).

Os dados referem-se a taxas máximas prefixadas para clientes (pessoa física) não preferenciais. Conforme observado, os custos do cheque especial são muito maiores, dessa forma, o mais adequado seria a obtenção de um empréstimo pessoal, no Banco que melhor lhe atender.

Recomendo que faça uma análise criteriosa das condições e escolha a que mais satisfaz a sua necessidade.

Jair Abreu Júnior é coordenador em Gestão Financeira da Universidade Estácio de Sá

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