Por bferreira

Rio - Após terem retornado ao trabalho na segunda-feira, trabalhadores da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, voltaram a paralisar as atividades ontem, desta vez, dentro do complexo. O motivo seria uma divergência no acordo firmado entre os sindicatos da categoria e dos patrões em relação a cobrança de um terço dos dias parados.

Dois dias após aprovar o fim da greve, funcionários protestaram no canteiro de obras do consórcio. Ato teria terminado em tumultoDivulgação

“A paralisação continua enquanto não tiver o acordo assinado com os patrões. Não aceitamos pagar nenhum dia parado”, informa Miguel Frunzen, um dos líderes da comissão de empregados do Comperj. “A maioria dos operários só vai retornar ao trabalho quando ver o dinheiro do pagamento na conta”diz José Resende, outra liderança.

CONFRONTO

Funcionários no local informaram que houve manifestação no canteiro de obras do consócio CPPR (Odebrecht, Mendes Junior e UTC) que teria terminado em quebra-quebra e confronto com PMs do Batalhão de Choque. Testemunhas relataram que bombas de efeito moral e spray de pimenta foram usados para conter a confusão, que resultou em três pessoas detidas, além manifestantes feridos. Cerca de 80 PMs dos batalhões de Itaboraí, Niterói e São Gonçalo também foram acionados para dar apoio. O funcionário Carlos Eduardo Vantuil, de 27 anos, informou que estava sendo impedido de deixar o complexo: “Estamos aqui desde cedo. Ninguém entra ninguém sai”, afirmou a O DIA.

Procurado, o comandante do 35º BPM (Itaboraí), tenente-coronel, Fernando Salema, negou o confronto e pessoas presas e feridas: “O Choque não foi acionado e também não houve confronto”. O consócio CPPR e a Petrobras não se pronunciaram.

DIVERGÊNCIA

O motivo principal da paralisação foi o anúncio de que seriam descontados oito dias do salário em 10 parcelas. Entretanto, à tarde, o Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem Industrial (Sidemon) voltou atrás e desistiu da cobrança na assinatura do acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Pesada, Montagem e Manutenção da região (Sinticom). Com isso, hoje as partes garantem que o expediente será normal.

Você pode gostar