Empresas de leite negam danos aos consumidores

Estado interrompe venda de três marcas de leite

Por O Dia

Rio - As empresas proprietárias das marcas Líder, Parmalat e Elegê negaram que os produtos suspensos pelo Procon-RJ provoquem danos à saúde. A LBR Lácteos Brasil, fabricante dos leites Líder e Parmalat, informou que seus produtos estão aptos para o consumo e que “todas as 13 análises realizadas apresentaram resultado negativo para a presença de formaldeído, não oferecendo, portanto, qualquer risco à saúde”. Em seu site, a empresa divulgou a lista dos lotes com suspeita de contaminação e informou que consumidores podem entrar em contato pelo 0800 011 2222 ou pelo e-mail sac@lbr-lacteosbrasil.com.br.

A BRF, produtora do leite Elegê, também informou que os produtos retidos não apresentam ameaças. Mesmo assim, a empresa determinou a retirada dos lotes produzidos em 31/12/2013, 08/01/2014 e 14/01/2014.

Estado interrompe venda de três marcas de leite

Um dia após da suspensão da venda do leite da marca Elegê na capital fluminense, o Procon-RJ estendeu o veto à venda do produto para todo o estado. Além disso, o órgão proibiu a venda dos rótulos Líder e Parmalat, produzidos pela LBR, por suspeita de contaminação por formol. A LBR informa que o leite sob suspeita só foi distribuído no Paraná e em São Paulo. Entretanto, o Procon-RJ informa que agiu de maneira preventiva.

Venda do leite Elegê é suspensa no Rio Reprodução Internet

Segundo a autarquia, as duas empresas foram notificadas ontem e deverão fazer exames de amostras de todos os lotes de seus produtos que estiverem à venda no estado. O exame deverá ser feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Ontem, o órgão recolheu amostras do leite Elegê em 16 supermercados da região metropolitana. O processo administrativo instalado pela Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon) se aplica aos produtos integral, desnatado e semidesnatado. “Quando ficamos sabendo da ação do Procon Municipal, verificamos que havia quatro denúncias no Procon estadual e outras vinte em sites de reclamações”, afirma o diretor de fiscalização do Procon-RJ, Fábio Domingos.

As amostras foram enviadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro Noel Nutels (Lacen-RJ). O leite ficará armazenado nos próprios supermercados até o resultado dos exames. Os estabelecimentos que não acatarem a determinação incorrerão em crime de desobediência e serão multados.

Na quinta-feira, o Procon Municipal retirou 6.500 litros de leite de circulação em seis supermercados da capital. A empresa Brasil Foods, proprietária da marca Elegê, informou ao Procon Municipal que vai entregar um laudo técnico de laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura na segunda-feira. “As denúncias recebidas indicam mal estar, ardência, azia e enjoo. Vamos aguardar o conteúdo do laudo técnico prometido”, afirmou a secretária municipal de Defesa do Consumidor, Solange Amaral.

Reportagem de Luisa Brasil

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