Por bferreira

Rio - A alimentação continua pressionando o orçamento doméstico e manteve-se com a maior taxa entre os oito grupos pesquisados do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Principal vilão da inflação do início do ano passado — quando chegou a ter alta de 200% —, o tomate subiu de 42,56% para 44,43%. A batata inglesa teve uma elevação ainda mais expressiva: de 27,40% para 36,69%. A alface, com uma pequena baixa, é encontrada a preços até 19,49% maiores (antes, era de 20,40%).

O economista do Ibre, André Braz, afirma que o tomate deve começar a cair de preço no próximo mês. Ele diz também que não acontecerá a mesma elevação do ano passado. “Em 2013, um conjunto de fatores foi responsável pela alta exacerbada do produto. Além das condições climáticas ruins, a redução de áreas plantadas fez o alimento subir. Isso não ocorrerá este ano”, avalia. Braz diz que os alimentos seguem uma tendência de baixa para os próximos meses em função da chegada do outono. “Com o clima mais estável e com menos estiagem e calor é natural que os preços de legumes e verduras caiam” avalia o economista.

O levantamento dos oito grupos do IPC-S subiu com menos intensidade com variação de 0,83% ante 0,84%. Cinco das oito classes de despesas que compõe o IPC-S apresentaram decréscimo.

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