Número de inadimplentes cresce 6,58% em março, diz SPC

Setor bancário e comércio lideram parcelas em atraso com 66% das dívidas não pagas

Por O Dia

Rio - O número de pessoas físicas inadimplentes no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aumentou 6,58% no mês de março deste ano, em relação ao mesmo período de 2013. Esta é a segunda maior alta já registrada para meses de março, de acordo com a série histórica do SPC. A partir deste dado, o SPC Brasil e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) estimam que havia cerca de 52,5 milhões de consumidores inadimplentes no Brasil.

Setor bancário e comércio lideram parcelas em atraso com 66% das dívidas não pagasAgência O Dia


De acordo com economistas das instituições, a inadimplência do consumidor vem acelerando desde o segundo semestre de 2013, coincidindo com a escalada dos juros básicos e, consequentemente, com o encarecimento do crédito.

Número de dívidas atrasadas

O número de dívidas em atraso na base de dados do SPC em março cresceu 0,75% em relação a fevereiro. A alta foi a segunda menor para março nos últimos cinco anos. Na comparação com março de 2013, entretanto, a alta foi de 3,81%, maior ritmo de crescimento em 13 meses.

Houve uma forte queda mensal no número de dívidas vencidas há menos de 30 dias entre março e fevereiro deste ano e uma alta expressiva (6,29%) de no número de dívidas vencidas há menos de 90 dias.

Setor credor

A alta de 0,75% da quantidade de dívida em atraso, na comparação mensal, foi puxada por uma elevação expressiva (1,33%) do número de dívidas atrasadas referentes ao comércio. O segundo maior impacto nessa comparação veio da alta (0,51%) do número de dívidas que têm o setor de bancos, seguradoras e planos de saúde como credor. Ao contrário do que ocorreu em fevereiro, o número de dívidas cujos credores são empresas de serviços básicos (água e luz, por exemplo) caiu em março, na comparação com o mês anterior.

Na comparação anual, os mesmos dois setores acima mencionados (comércio e bancos) também puxaram a alta, respectivamente com 2,30% e 4,19% de crescimento, até pelo seu peso na base: em março de 2014, os dois setores, juntos, representavam 66% do total das dívidas em atraso registradas.

Últimas de _legado_Economia