Por thiago.antunes

Rio - O Estado do Rio vai receber R$ 235,6 bilhões em investimentos públicos e privados entre 2014 e 2016, conforme o documento Decisão Rio, divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O valor representa acréscimo de 11,4% em relação aos investimentos anunciados para o período 2012/2014.

O segmento de óleo e gás continua recebendo a maior fatia dos investimentos: R$143 bilhões, equivalentes a 60,7% do total. Depois, vem o setor da indústria da transformação, com R$ 40,5 bilhões (17,2%), destacando o setor petroquímico (R$ 20,9 bilhões), com ênfase na construção do Comperj, que vai custar R$ 20 bilhões.

De acordo com o levantamento, foram catalogados 108 projetos, sendo que 20% não integravam o estudo anterior. O documento não incluiu os investimentos do grupo EBX, do empresário Eike Batista. Segundo a Firjan, os projetos, que representaram R$ 8,3 bilhões no último estudo, não foram contabilizados porque estão em fase de revisão.

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Especialista em competitividade industrial e investimentos do Sistema Firjan, a economista Júlia Nicolau, diz que o volume de aplicações prospectado significa que o Estado do Rio continua gerando muitas oportunidades de investimento. “O estado continua sendo um centro importante de oportunidades, e a gente observa claramente que o Rio vive a consolidação de um processo de transformação que foi iniciado anos atrás”, ressaltando que os investimentos vão além do setor de óleo e gás e dos eventos esportivos.

Somente a Cidade do Rio receberá R$ 37,8 bilhões, resultado principalmente da expansão da linha 4 do metrô, Porto Maravilha, ampliação da rede hoteleira e investimentos para a Olimpíada.

Eleição vão atrapalhar

Presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira destacou a participação de investimentos estrangeiros, principalmente vindos da Europa: R$ 5,9 bilhões. Apesar do grande volume de investimentos no Estado do Rio, Gouvêa Vieira criticou a falta das reformas estruturais no país.

“Não acredito que temos clima para fazer as mudanças necessárias este ano, por conta da política (eleições em outubro). Mas em 2015, deverá haver um encontro de agendas e se promover a reforma tributária e outras necessárias”, afirmou o dirigente, que ressaltou também o enorme passivo educacional brasileiro e a necessidade investimentos em infraestrutura, como em energia, importante para o desenvolvimento do país. 

“O Brasil precisa continuar com um cronograma de investimentos de novas usinas hidrelétricas para garantir o crescimento energético”, disse Gouvêa Vieira.

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