Por bferreira

Rio - Ao observar os dados da inflação oficial, calculada pelo IBGE e medida pelo IPCA, percebe-se a confirmação daquilo que qualquer pessoa que recebe salário e faz supermercado ou vai ao comércio já sente no bolso: os preços de tudo na economia subiram muito nos últimos meses. O índice bateu 0,98% em março, e no acumulado de 12 meses, chegou a 6,15%.

Se analisarmos os grupos que formam o IPCA , seis deles estão acima do teto da meta do governo de 6,5% ao ano. São eles: Despesas Pessoais (8,98%), Educação (8,72%), Habitação (7,35%), Artigos para Residência (7,29%), Alimentos e Bebidas (7,14%) e Serviços e Despesas Pessoais (6,90%).

Abaixo do máximo e acima da média de 4,5% estão: Vestuário (4,94%) e Transporte (4,94%). Abaixo do centro da meta, somente o grupo de Comunicações (0,25%).

Esta semana, para completar, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que a sua previsão de crescimento do PIB do Brasil para 2014 caiu para módicos 1,8%. A cada novo estudo, o FMI diminui a expectativa para o desempenho do país. Há um ano o órgão apostava em um crescimento de 4%.

Soma-se a isso tudo o aumento nas contas de energia devido ao acionamento das usinas térmicas poluentes e mais caras, em função dos erros estratégicos do governo no setor elétrico e da falta de chuvas nos lugares corretos. Pelo menos, por ora, o aumento não será para o Rio, mas para os outros estados. O problema é que em alguma hora essa conta vai chegar.

Para um governo que prometeu e não conseguiu manter o ritmo dos dois mandatos que o antecederam, o resultado é ruim. Se fosse como na escola, em que é necessário bom desempenho para passar de ano, na disciplina Economia, o governo ficaria reprovado direto.

Professor de Finanças do Ibmec

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