Por bferreira

Rio - A greve dos 2,6 mil trabalhadores da construção do Parque Olímpico Rio 2016, na Barra, foi suspensa por 30 dias e os operários retomam as atividades hoje. Já a continuidade do movimento para cerca de 27 mil operários da construção pesada será decidida hoje, às 15h, em assembleia no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sitraicp). Este grupo cruzou os braços na segunda-feira, paralisando obras ligadas à Copa do Mundo, à Olimpíada, ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e à expansão do metrô.

Outros dois movimentos grevistas, que envolvem empreendimentos do consórcio Arco Metálico do Rio na Baixada Fluminense, permanecem sem acordo. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Duque de Caxias não aceitou a proposta patronal (de 9% e R$ 280 de vale). O sindicato tem até segunda-feira para apresentar contestação. Os conflitos foram discutidos ontem em quatro audiências de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT/RJ).

Em relação aos trabalhadores do Parque Olímpico Rio 2016, a concessionária Rio Mais aceitou retomar o diálogo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município do Rio (Sintraconst). Entre as reivindicações da categoria, estão a concessão de tíquete refeição de R$ 300 e horas extras pagas de 100%. Já os operários da construção pesada decidem hoje se aceitam a proposta do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) de reajuste de 9% para quem ganha até R$ 5 mil e R$ 280 de auxílio-alimentação.

Ontem no Ministério Público do Trabalho, em Niterói, a Fidens Engenharia, que deixou as obras do Comperj, prometeu pagar as 1.053 rescisões trabalhistas aos operários dispensados.

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