Por fernanda.magalhaes

São Paulo - A Justiça do Trabalho proibiu a C&C Casa e Construção de checar se candidatos a vaga de emprego têm nome sujo.

A decisão da juíza Silvana Cristina Ferreira De Paula resultou de ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Guarulhos (SP), após denúncia anônima.

"Uma vistoria feita pelo MPT-SP na empresa revelou que caso os candidatos tivessem seus nomes registrados nas entidades de proteção ao crédito eram preteridos no processo seletivo, mesmo que apresentassem bons resultados”, afirmou a procuradora do Trabalho Rosemary Fernandes Moreira.

Segundo nota publicada no site do MPT, se descumprir a determinação, a C&C estará sujeita a multa de R$ 10 mil reais por candidato ou empregado pesquisado em órgão ou entidade de proteção ao crédito.

Ao ser questionada pelo MPT sobre o procedimento, a C&C negou a irregularidade e recusou-se a assinar o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para que corrigisse sua conduta.

"A recusa da empresa em assinar o TAC fez com que o MPT-SP ajuizasse a ação civil pública pedindo a chamada 'tutela antecipada', que adianta os efeitos de um julgamento como forma de regularizar com urgência a situação dos trabalhadores", informa a nota.

Procurada, a C&C informa que os fatos não procedem.

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