Por bferreira

Rio - Os mais de 35 mil rodoviários do município do Rio de Janeiro conseguiram ontem aprovação de 10% de reajuste salarial e 40% de aumento na cesta básica, em acordo com os empresários. Retroativo ao dia 1º de abril, o salário de um motorista de ônibus convencional, para uma jornada de trabalho de cinco horas, passa de R$1.779,87 para R$ 1.957,85. Já os cobradores, que tinham uma remuneração de R$ 982,17, vão receber por mês R$ 1.080,31.

O condutor de micro-ônibus, que recebia R$ 1.512,82, ganhará agora R$ 1.664,10. Para os que dirigem coletivos articulados o salário passa de R$ 2.136,30 para R$2.349,93. No caso do auxílio-alimentação, que era de R$ 100, vai para R$ 140.

Vice-presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb Rio), Sebastião José da Silva fez um balanço positivo do acordo. “Com uma inflação em torno de 6,15% ao ano, conseguimos junto aos empresários um reajuste bem maior. Os rodoviários de Porto Alegre, por exemplo, fizeram uma paralisação de 12 dias e obtiveram apenas 7,5%”, avalia. Silva diz que o objetivo agora é dar apoio aos outros 17 sindicatos no Estado do Rio para que o índice seja igual para todos os rodoviários.

MANIFESTAÇÃO

Cerca de 30 vigilantes privados promoveram um protesto no Aeroporto Santos Dumont, na manhã de ontem, por um reajuste salarial de 10% (contra 8% oferecido pelas empresas). De acordo com a direção do Sindicato dos Vigilantes do Rio (Sindvigrio), os participantes fizeram uma paralisação relâmpago de cerca de uma hora, com adesão de 20% dos agentes de segurança do aeroporto. Em nota, a Infraero confirmou a manifestação, mas negou a participação de agentes do Santos Dumont. A empresa informou que não houve transtornos aos usuários. Hoje, o sindicato informa que haverá paralisação de duas horas no Galeão, a partir de 6h.

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