Copa ajuda na exportação do estilo brasileiro de depilação

Franquias vão adotar ações para chamar a atenção de estrangeiros durante o Mundial

Por O Dia

Rio - Guaraná e pão de queijo não são os únicos produtos brasileiros famosos no exterior. A depilação, principalmente na região íntima feminina, também é marca registrada do país lá fora. De olho nesse nicho, franquias do setor já começaram a investir no mercado internacional e esperam ainda mais oportunidades após a Copa do Mundo, quando as gringas terão a chance de conhecer melhor a chamada ‘brazilian wax’.

Franquias exportam técnicas de depilação com cera quente e luz pulsadaDivulgação

Com duas unidades na Venezuela, a brasileira Depyl Action já começou a capacitar os funcionários para atender aos turistas durante o Mundial. Eles aprenderam frases em inglês e em espanhol, e as tabelas de preços também são bilíngues. Além disso, o selo “Authentic Brazilian Wax” foi inserido nos cartazes da marca. Serão vendidos ainda adesivos de pele que simulam tatuagens nas cores do Brasil.

“Os produtos nacionais já eram destaque no exterior. Agora, o país se tornou referência em serviço também. Queremos ser reconhecidos como a autêntica depilação brasileira”, afirma Danyelle Van Straten, sócia-diretora da Depyl Action e diretora, em Minas Gerais, da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Presente em 15 países, a Não+Pêlo também está com ações para a Copa do Mundo. Master-franqueada do Rio, Janete Cozer explica que a iniciativa é, principalmente, para fidelizar clientes tanto nacionais, quanto de outros países. “Como a empresa trabalha com fotodepilação, a ideia é que um cliente que iniciou o tratamento em Madrid, por exemplo, possa dar continuidade no Brasil”, diz a empresária.

Com o slogan “Copa sem pêlos”, a campanha tem como garota-propaganda a vice-campeã do concurso de Miss Universo Natália Guimarães. “O interesse das estrangeiras pela depilação tem crescido. Atendemos a muitas estrangeiras nas unidades de Ipanema e Copacabana, principalmente. Antigamente, os guias turísticos andavam com lâmina de barbear na bolsa para oferecer às turistas. Hoje, isso não existe mais”, destaca Janete.

A comissária de bordo Maria Lucia Branco, 55 anos, conta que na Europa a depilação brasileira é considerada muito chique. “O pessoal procura muito”, diz. A universitária Luiza Ramos, 25, por sua vez, fez intercâmbio de um ano na Inglaterra e percebeu que esse tipo de serviço é mais caro lá do que no Brasil.

“Só a virilha custava cerca de 60 libras, que dá uns R$ 180. Para menores de 18 anos, era preciso ter autorização dos pais para fazer a ‘brazilian wax’”, lembra.

Para Danyelle, o principal objetivo da Depyl Action é levar para o exterior o serviço a preços acessíveis, de modo a criar um diferencial.

Capacitação é essencial para aumentar qualidade

Na Depyl Action, as próprias franqueadas têm que saber depilar para repassar o conhecimento às funcionárias da loja. Danyelle Van Straten conta que prefere ensinar as técnicas a pessoas sem experiência na área.

“De certa forma, é bom que haja uma carência de mão de obra qualificada. Assim, temos a chance de dar treinamento e evitamos que o funcionário já tenha vícios adquiridos de experiências anteriores. Fica mais fácil transmitir o nosso conceito. É fundamental que o serviço seja feito sempre com qualidade, técnica, higiene e cuidado”, afirma.

Os homens, que hoje representam 4% do público da rede, têm um espaço exclusivo para fazer depilação. O serviço é executado por mulheres, mas todas com formação em enfermagem.

“As depiladoras podem escolher se vão atender homens ou não. Mas é importante que sejam enfermeiras, pois já têm um preparo ético e moral para lidar com isso”, diz.

Negócio lucrativo e em crescimento

O mercado de franquias de depilação está em crescimento e tem se mostrado um bom negócio para quem deseja investir. “O empresário não precisa ter experiência, e a operação é simples. Além disso, tem boa aceitação e alta lucratividade”, afirma Janete Cozer, master-franqueada no Rio da Não+Pelo.

O investimento inicial nas franquias da rede é de R$ 95 mil, sem os custos com o ponto e a obra. No total, Janete estima um gasto de R$ 150 mil. São exigidos, no mínimo, dois funcionários. A rede tem mais de 500 unidades na Espanha, principal país do exterior, e 370 no Brasil.

Já para a Depyl Action é preciso investimento inicial de R$ 325 mil, para 16 funcionários. Atualmente, são 85 unidades em todo o país.

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