Por nara.boechat

Rio - Com a alta da taxa de juros nos últimos meses, muitos perguntam: a caderneta de poupança ainda é uma boa opção para guardar o dinheiro economizado e fazê-lo render acima da inflação? Para explorar o tema é preciso comparar o rendimento da poupança com a inflação e com outras aplicações financeiras disponíveis no mercado.

A caderneta atualmente está rendendo em torno de 6,5% ao ano. Já a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, está muito perto dos mesmos 6,5% anualizado do rendimento da poupança. Isso significa que quem tem aplicação na caderneta está empatando o jogo. Nem ganha e nem perde, mas consegue manter o poder de compra da sua reserva financeira ao longo do tempo. Já se a inflação continuar a subir no futuro, o que é um risco considerável, há a possibilidade do poupador, em termos reais, perder dinheiro.

Uma alternativa a considerar seria investir o dinheiro em renda fixa ou no Tesouro Direto. Essas opções estão rendendo um pouco mais do que a caderneta de poupança e a inflação, mas têm desconto do Imposto de Renda. Por isso, valem para diversificar as aplicações desde que se possam esperar pelo menos um ano para voltar a mexer no dinheiro investido.

Se a sua poupança já tem um objetivo de curto prazo ou se é destinada a uma eventual emergência, a caderneta ainda será a melhor opção. Trata-se de um investimento seguro, sem desconto de Imposto de Renda, fácil de aplicar e resgatar, não precisa falar com o gerente, assinar papelada que possa gerar dúvidas futuras e qualquer um sabe operar pelo computador pessoal ou pela máquina de autosserviço da rede bancária.

Gilberto Braga é professor de Finanças do Ibmec e da Fundação Dom Cabral

Você pode gostar