Inflação deste ano ficará dentro do limite previsto

Estimativa é do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Teto é de 6,5% em 2014

Por O Dia

Rio - A inflação ficará abaixo do limite máximo da meta este ano, de 6,5%, garantiu ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, em 12 meses, a inflação pode ultrapassar 6,5%, mas vai desacelerar em seguida. “Quando pega a inflação no pico, em 12 meses, pode até ultrapassar os 6,5%. Só que depois, ela diminui.”

De acordo com pesquisa do Banco Central com instituições financeiras, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve chegar a 6,51%, este ano, ultrapassando o limite superior da meta.

Mantega participou ontem do lançamento do Programa Portal Único de Comércio Exterior que vai simplificar as operações de compra e venda Agência Brasil

O ministro argumentou que o país está em um período de elevação inflacionária, o que já era previsto. “Todo ano acontece esse processo. É sazonal, portanto, mas tem a ver também com condições meteorológicas. Este ano, temos menos chuva e isso fez com que subissem alguns produtos, principalmente hortifrutigranjeiros”, enfatizou. O ministro também lembrou que a inflação subiu em março e em abril, mas deve recuar em maio e junho. “É claro que tem algum produto que tem alguma sazonalidade ou que está na entressafra que poderá subir, porém a maioria dos produtos estará reduzindo o seu preço ao longo dos próximos meses”, acrescentou.

Segundo Mantega, o aumento da produção de etanol no país vai ajudar na redução da inflação. “Agora estamos no período em que o etanol aumenta sua produção. Quando entrar a safra, vai reduzir o preço do etanol e também dos combustíveis. Isso vai acontecer entre maio e junho”.

O ministro informou que o governo não está cogitando aumentar o percentual de participação do álcool anidro na gasolina. Atualmente, esse percentual é 25%: “Sempre é possível, mas não cogitamos.”

Mais cheques devolvidos

A quantidade de cheques devolvidos por falta de fundo aumentou em março, com percentual de 2,2%. De acordo com levantamento da Serasa Experian, o total de papéis inválidos atingiu a marca de 1.401.869. Já o número de cheques compensados foi de 63.390.631. Em fevereiro, as devoluções alcançaram 1,99%.

“O aumento da inadimplência com cheques em março tem caráter sazonal e reflete as dificuldades financeiras do consumidor”, avaliam economistas da Serasa Experian. A instituição diz ainda que há um cenário de inflação em aceleração e acúmulo de compromissos típicos do primeiro trimestre do ano.

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