Por fernanda.magalhaes

São Paulo - A Eli Lilly do Brasil foi condenada em R$ 1 bilhão pela contaminação de trabalhadores por substâncias tóxicas e metais pesados em uma fábrica de medicamentos em Cosmópolis, interior de São Paulo.

A multinacional americana e sua subsidiária brasileira foram alvo de ação civil pública em 2008, após evidências comprovarem exposição de funcionários a contaminantes no processo produtivo da fábrica, além de gases e metais pesados produzidos pela queima de lixo tóxico.

Segundo nota publicada no site do Ministério Público do Trabalho, a empresa terá de custear o tratamento de saúde de todos empregados, ex-empregados, autônomos, terceirizados — que prestaram serviços no período mínimo de seis meses no complexo industrial — e os filhos desses trabalhadores.

A Justiça também proibiu as empresas de enterrarem resíduos tóxicos no solo e de explorarem atividade econômica no parque fabril pelo período de um ano, “em razão da degradação ambiental ocasionada pela contaminação por produtos químicos”

Os laudos técnicos apontam a presença de substâncias perigosas nas águas subterrâneas no terreno da fábrica, tais como benzeno, xileno (solvente), estireno (usado para a fabricação de veneno contra ratos), naftaleno (também conhecido como naftalina), tolueno (que compõe a cola de sapateiro), omeno e isopropil benzeno.

Em caso do descumprimento de qualquer item da sentença, a empresa deverá pagar multa de R$ 100 mil por dia.

Em nota, a Eli Lilly informa que vai recorrer. "Não foram identificados na área da fábrica indícios de metais pesados nem pela empresa, nem pelas consultorias especializadas, nem pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), o que torna inconsistente a alegação de que ex-funcionários teriam sido contaminados por estes elementos", argumenta a empresa.

Você pode gostar