Por felipe.martins

Rio - O governo federal já admite que, se for preciso, vai adotar medidas para suprir a demanda por energia elétrica no país. Ontem, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, garantiu que se houver conclusão sobre a gravidade do problema serão propostas medidas adicionais, “sejam elas quais forem”, para não expor a população a risco de apagão. Chipp participou de evento no Tribunal de Contas da União (TCU) para debater o setor e os impactos da medida provisória que reduziu os valores das tarifas das contas de luz adotada pelo governo no ano passado.

Relatório do TCU apontou problemas na capacidade de geração de energia que mantenha segurança seguindo os parâmetros do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Por outro lado, o governo rebateu as críticas de que o sistema estaria passando por risco de racionamento. O Palácio do Planalto assegura que mantém equilíbrio estrutural do setor.

Marcio Zimmermann informou que o governo monitora diariamente a situação dos reservatórios do paísAgência Brasil

Na audiência do TCU, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o governo monitora diariamente a situação dos reservatórios e a demanda do país. “Tivemos o azar de ter uma grande seca. Para não incorrermos em racionamento, o governo acionou as termelétricas. Claro que são mais caras, e o custo tem de ser pago. Portanto, implica em aumento de tarifa. Mas isso é conjuntural, uma vez que melhorada a hidrologia, os custos baixam de novo”, garantiu Zimmermann, ressaltando que se o governo não tivesse reduzido os preços da energia, no ano passado, os custos ficariam insuportáveis para os consumidores.

Ontem, o ONS divulgou que a demanda por energia elétrica caiu 3,1% de março para abril deste ano. De acordo com o órgão, se comparado a abril do ano passado, a necessidade cresceu 2,9%, o que levou a demanda acumulada nos últimos 12 meses a expandir 5,1%, em relação ao período anterior.
Em abril, o sistema atingiu 63.289 megawatts médios indicando taxa de crescimento de 1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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