Por leonardo.rocha

Brasília - O laboratório de Weybridge, do Reino Unido, informou nesta sexta-feira que todas as características do caso de vaca louca, registrado no Estado do Mato Grosso, indicam se tratar de um caso atípico (H-BSE), apesar de não haver um diagnóstico conclusivo que possa ser usado para classificá-lo de forma inequívoca até o momento. Para o laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), todos os dados disponíveis sobre esta situação apoiam o entendimento de se tratar de um caso atípico.

Segundo o laboratório, as informações observadas e o exame não mostram nenhuma das características que apontariam para um caso clássico da enfermidadeReprodução


Ainda segundo o laboratório, as informações observadas e o exame não mostram nenhuma das características que apontariam para um caso clássico da enfermidade. Ao contrário, reforçam a consistência de um caso atípico.

A manifestação do laboratório corrobora com as investigações epidemiológicas desenvolvidas a campo de que se trata de um caso espontâneo e previsível, que não tem qualquer correlação com a ingestão de alimento contaminado, e que pode ser detectado em qualquer país do mundo que tenha um sistema de vigilância robusto e transparente como o do Brasil.

O laboratório solicitou o envio de novas amostras armazenadas no Lanagro-PE em busca de uma caracterização mais efetiva da tipicidade do caso de vaca louca.

O serviço veterinário oficial do Brasil adotou com rigor todos os procedimentos previstos no Código Sanitário de Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para o caso. No dia 1º de maio, o mesmo laboratório havia ratificado o laudo positivo para marcação priônica emitido pelo Lanagro-PE.

Em nota, o Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (CVP) elogiou a rapidez e transparência do serviço sanitário brasileiro, ressaltando que as ações adotadas serão bem avaliadas pela comunidade internacional.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, avalia muito favoravelmente o desdobramento das ações referentes a esse caso, pois foi conduzido de forma profissional e competente pelos fiscais federais agropecuários do Mapa e a autoridade sanitária estadual (Indea/MT).

“Todas as ações previstas em protocolos do Brasil e do exterior foram seguidos à risca, lembrando que tomamos ainda cuidados extras, como exames para EEB em 49 bovinos contemporâneos ao caso atípico em questão, que culminaram com resultados negativos, como era de se esperar. Isso demonstra a capacidade de resposta rápida do serviço veterinário oficial brasileiro, corroborando os elogios internacionais que o país vem recebendo em relação ao tratamento do caso e demonstrando o compromisso brasileiro ao consumidor nacional e internacional”.

As embaixadas brasileiras e o serviço veterinário oficial do Brasil já estão preparados para fornecer quaisquer esclarecimentos aos parceiros comerciais que os solicitem ou que eventualmente criem restrições comerciais temporárias.

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