Por felipe.martins

Rio - A unificação do plano de carreira reivindicada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) é dividida por esfera de governo. A entidade quer que as administrações do Estado e do Município do Rio criem, separadamente, uma nova lei, concedendo aos seus respectivos funcionários administrativos da Educação os mesmos direitos adquiridos pelos docentes.

A medida é possível, do ponto de vista jurídico, e dependeria de decisão política, aponta o advogado Antônio Henrique Noronha, especialista em Direito Administrativo. Ele diz que unificar carreiras com atividades diferentes requer planejamento antecipado, devido ao impacto financeiro que pode ocorrer.

Integrante da coordenação do Sepe, Alex Trentino defendeu que é necessário que os administrativos tenham progressão por formação e tempo de serviço, assim como os docentes: “No estado, o professor ganha 12% de aumento a cada cinco anos e na prefeitura, 4%, além de enquadramento por formação. Já os administrativos só têm o reajuste. É justo que os funcionários tenham os mesmos direitos que os professores”.

A Secretaria Estadual de Educação informou que unificar a carreira é decisão que depende de lei e alteração em toda categoria. E requer tempo, estudos e negociações para a viabilidade ou não.

Pais em alerta

A greve que começa por tempo indeterminado no Estado e no Município do Rio já deixa os pais em alerta. Moradora de Santa Teresa, Daniele de Oliveira, 24, tem quatro filhos matriculados na rede pública. “Dá muita tristeza ver os meus filhos sem estudo. Mas não há nada que se possa fazer, é impossível pagar escola particular para eles. A Copa vem aí e os meus filhos não conseguem nem estudar. Essa injustiça é o Brasil.”

Audiência é nesta sexta-feira

A Secretaria Municipal de Educação esclareceu que já havia agendado para hoje uma reunião, a pedido do Sepe, para que o sindicato apresentasse, de forma preliminar, os argumentos que justificam as reivindicações deste ano. Segundo a pasta, todos os meses o município envia para o Ministério Público relatório com o andamento e os resultados das discussões nos grupos de trabalho estabelecidos no acordo após greve de 2013.

Você pode gostar