Por bferreira

Rio - A falta de equilíbrio emocional do seu chefe deixa a equipe desmotivada e improdutiva? Saiba que você não está só! As pesquisas mostram que 70% dos funcionários afirmam que os seus gestores provocam estresse no trabalho.

Os conflitos são gerados, nestes casos, por chefias que não foram preparadas para liderar pessoas, não suportam pressão por resultados e não gerenciam situações críticas no ambiente de trabalho. As lideranças precisam lembrar que gerir não se faz com medo, mas sim com o respeito dos seus funcionários. Mas para quem está nessa situação como colaborador, a dica é uma boa conversa com o setor de Recursos Humanos, antes de pedir demissão. O principal objetivo é tentar transferência para um outro setor, se você gostar da companhia.

Por Janaina Ferreira

PERGUNTA E RESPOSTA

“Tenho um chefe muito difícil de lidar. Só fala com a gente aos berros. Gosto dele, o considero competente, mas não tenho intimidade de falar que esse jeito de comandar magoa todos os funcionários do setor. Fico na dúvida se continuo engolindo os sapos ou parto para outro emprego, com chefia diferente, mesmo que para isso tenha que abrir mão de parte de meu salário”.

Thiago, por e-mail

Olá, Thiago!

Você faz parte de uma legião de funcionários que lidam com chefes que não foram treinados para exercer a função e que não conseguem manter o equilíbrio emocional diante das contínuas mudanças no mercado acompanhadas por grande pressão por resultados.

Somente os bons gestores conseguem gerenciar os conflitos da equipe, planejar e coordenar as tarefas da empresa, além de filtrar as pesadas cobranças que recebem de seus superiores.

Mas, algumas vezes, os líderes são promovidos sem treinamento específico e sem as competências necessárias. Dessa forma, os gestores ficam confusos com o volume de cobranças e acabam transferindo a desordem para suas equipes, seus funcionários, mesmo sendo errado agir assim.

A confusão é comprovada quando eles criticam seu time: falar mal da equipe é atestar a própria inabilidade. Profissionais que lidam com este tipo de gestor acabam pedindo demissão do chefe, não da empresa.

Assim, eles estão dando um “basta” ao assédio moral e às situações em que têm poucas chances de crescimento. Mas se você estiver em uma boa empresa, antes de pedir demissão, eu sugiro que converse com a área de Recursos Humanos (RH) para investigar a possibilidade de mudar de setor dentro da mesma companhia.

Mas lembre-se: é muito importante que a conversa seja muito bem conduzida. É fundamental manter a paciência até que a situação se defina na atual empresa, sem criar conflitos com o seu próprio chefe. Caso contrário, o ambiente se tornará insustentável.

Boa sorte!

Janaina Ferreira é professora do Ibmec-RJ. Amanhã, Sucesso nas Finanças

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