Por helio.almeida

Rio - Enquanto os professores estão greve cobrando uma pauta de reivindicações, o Estado olha para um outro lado e diz que atingiu meta de reduzir a carência de docentes. Nesta quarta-feira, os professores vão participar de ato unificado com outras categorias, como servidores do Ministério da Cultura e vigilantes, às 15h, em frente da Alerj.

De acordo com o governo do Rio, em outubro de 2010, o número chegava a 12 mil e, em abril deste ano, passou a ser de 750 docentes. "A meta foi alcançada com a realização de novos concursos, melhorias salariais e investimento em benefícios, o que atrai novos servidores", disse o comunicado.

Desde 2007, o Governo do Estado autorizou a abertura de cerca de 100 mil vagas em seleções públicas, incluindo as convocações de concursos anteriores. Dessas, 57 mil foram chamados pela secretaria. Isso representa, por dia, cerca de 20 novos docentes na rede estadual. No momento, há quatro concursos em validade e as convocações estão ocorrendo e há mais um programado no segundo semestre.

De acordo com a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), Marta Moraes, até o momento, o sindicato não recebeu resposta para marcar uma audiência com Wilson Risolia e Helena Bomeny, secretários estadual e municipal de Educação, respectivamente.

"Apresentamos a solicitação formal para uma audiência aos secretários, governador e prefeito, mas até agora não tivemos nenhuma resposta. Estamos esperando alguém se manifestar para negociarmos", disse Marta.

Na quinta-feira (22), o Sepe fará uma assembleia unificada da categoria às 11h, no Clube Hebraica Rio, em Laranjeiras, para definir os rumos da paralisação. Após a encontro, os profissionais sairão em passeata até o Palácio Guanabara, no mesmo bairro, e seguirão até o Palácio da Cidade, em Botafogo, sede da prefeitura.

Os profissionais entraram em greve no último dia 12, e reivindicam, entre outrops ítens, reajuste salarial de 20%, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e um terço da carga horária para planejamento de aula. Além disso, eles também cobram pontos que ficaram acertados no Acordo Coletivo de Trabalho firmado no ano passado, mas que os professores afirmam que não estão sendo cumpridos.

Você pode gostar