Por bferreira

Rio - A greve dos vigilantes já provoca preocupação nos mais de 2,7 milhões de segurados do INSS no Rio que começam a receber os benefícios a partir da próxima segunda-feira. Com a paralisação dos seguranças afetando cerca de 60% das agências bancárias do estado, segundo sindicato da categoria, aposentados e pensionistas podem vir a ter problemas para receber os pagamentos. A greve completa hoje 28 dias.

Mas o INSS do Rio informou ontem que a Central 135 estará pronta a partir de amanhã para receber reclamações e dar orientações em caso de dificuldades nos saques de pensões e aposentadorias no estado.

Segundo o instituto, a Previdência repassa mais de R$3 bilhões aos bancos para o pagamento de benefícios. A partir de segunda-feira, serão pagos os valores de até um salário mínimo (R$ 724) e, no dia 2 de junho, para aqueles que recebem acima do piso. De acordo com Flávio Souza, gerente-executivo da Gerência Centro do INSS, até amanhã o órgão vai divulgar em seu site e na imprensa nota informando como o beneficiário deve proceder.

“Estamos nos precavendo para que o segurado não tenha dificuldade no recebimento do beneficio. É bom bom lembrar que o saque pode ser feito no atendimento eletrônico sem a necessidade de ir à boca do caixa”, orienta.

Souza ressalta que não haverá esquema especial de pagamento nas agências do instituto. “O INSS tem contratos com os bancos para o pagamento e vamos cobrar isso deles”, garante.

A direção do Sindicato dos Vigilantes do Rio (Sindvigrio) criticou o informe publicitário publicado em jornais do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Rio (Sindesp-RJ). No anúncio, os patrões informavam que no próximo pagamento todos os vigilantes receberão o salário com reajuste de 8% e que os grevistas terão desconto dos dias parados. Os trabalhadores querem 10% de aumento. “Não há ilegalidade em antecipar o aumento. Se depois ficar decidido que o reajuste é maior, pagaremos a diferença”, diz o presidente do Sindesp, Frederico Crim Câmara.

Audiência no MPT amanhã pode dar fim à greve

A greve dos vigilantes pode terminar amanhã. O Ministério Público do Trabalho marcou uma audiência de conciliação, para as 15h, na sede do órgão, no Centro do Rio. O objetivo é tentar acabar com o impasse.

Foram convocados representantes do Sindvigrio e do Sindesp-RJ. Entretanto, o presidente do sindicato patronal, Frederico Câmara, adiantou que não vai ao encontro alegando compromisso já marcado em São Paulo.

“Em primeiro lugar, ainda não fui comunicado desta audiência. Depois, já tenho uma reunião, marcada para amanhã, às 11h, em São Paulo, na Federação Nacional das Empresas de Vigilância Privada justamente para discutir esse assunto (a greve). Já negociamos tanto com esta ala radical da categoria que agora prefiro deixar a cargo da Justiça do Trabalho, que espero que julgue a paralisação abusiva”, afirma.

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