Por helio.almeida

Rio - O empresário Eike Batista foi reconduzido à presidência do conselho da presidência do estaleiro OSX, controlado por ele. A volta ao posto acontece quando Eike é investigado pela Polícia federal por suspeita de crimes contra o mercado de capitais.

Empresário luta para não ter R$ 122 milhões de sua conta bloqueadosReuters

O empresário também tenta não ter R$ 122 milhões de sua conta bloqueados. Os advogados dele vão recorrer da decisão da 3ª Vara Federal Criminal, que determinou o bloqueio. O recurso será julgado pelo Tribunal Regional Federal após a defesa e o Ministério Público Federal (MPF) apresentarem seus argumentos.

Além do saldo das contas bloqueado, Eike Batista também teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados. O MPF e a Polícia Federal investigam se há envolvimento do empresário em supostos crimes contra o mercado de capitais, a partir de relatório da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão regulador do mercado de ações.

Plano de recuperação judicial privilegia os pequenos credores

O plano de recuperação judicial apresentado pela OSX à Justiça privilegia os pequenos credores da Companhia, que possuem créditos de até R$ 25 mil reais. De acordo com a proposta apresentada na sexta-feira (16), eles serão pagos no período de um ano.

A medida deixa de fora os credores que formam a maior parte da dívida da empresa, de R$ 4,5 bilhões. Estes terão que esperar 25 anos até terem suas contas quitadas.

Nos bastidores, especula-se que Eike esteja tentando um acordo para capitalizar a empresa e alterar as condições de pagamento da dívida. Isso poderia ser feito por meio de um aditivo ao plano apresentado à Justiça. Para ser implementado, o planejamento deve ser aprovado em assembleia de credores da companhia.

Somente a Caixa Econômica Federal tem R$ 1,4 bilhão a receber da OSX. O crédito é devido pela OSX Construção Naval S.A, subsidiária da OSX Brasil.

A OSX foi a segunda companhia de Eike Batista a entrar em recuperação judicial. A primeira foi a OGX (atual OGPar), que entregou seu plano à Justiça em fevereiro. A assembleia de credores foi marcada para 3 de junho. No encontro, eles vão definir se aprovam, rejeitam ou alteram o plano de recuperação da empresa.

No início deste mês, Eike foi reeleito para a presidência da OGPar, graças à maioria de votos que detém na empresa. A recondução foi criticada pelos acionistas minoritários.

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