Por leonardo.rocha

Rio - No dia 6 de junho no auditório da Firjan vai acontecer o Terceiro Balanço do Setor Naval e Offshore do Rio de Janeiro, fruto de uma parceria entre os Sistema Firjan, Sindicato Nacional da Indústria Naval e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (Sedeis).

Os principais projetos, desafios e oportunidades da indústria naval fluminense serão debatidos no evento que é promovido pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento e terá a participação das principais lideranças do setor, que tem investimento crescente no estado.

"O Rio de Janeiro tem vocação natural para a indústria naval. Com mais de 15 estaleiros e outros sendo construídos, ampliados e modernizados, o Rio se consolida cada vez mais como o berço da indústria naval brasileira", pontua o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno.

O Secretário integrará o primeiro painel, “As políticas públicas impulsionando o setor”, que também terá a participação do presidente do Sindicato Nacional da Indústria Naval, Ariovaldo Rocha, e representantes do BNDES e do Fundo da Marinha Mercante (FMM). O evento contará ainda com outros dois painéis que vão abordar temas sobre os trabalhadores e novos empreendimentos do setor.

O III Balanço do Setor Naval é realizado em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin), os jornais O Dia e Brasil Econômico, o Sinaval, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), a Companhia Docas do Rio e o Fórum dos Trabalhadores da Indústria Naval e Petróleo.

A indústria naval fluminense

Levantamento feito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico aponta que os investimentos em andamento no setor no Estado beiram cerca de R$ 10 bilhões. A indústria naval fluminense tem 40 mil dos 66 mil empregados desse setor no País, com tradição em grandes empreendimentos navais e offshore e na cadeia de produção com pequenos, médios e grandes estaleiros.

"O Estado conta com mão de obra qualificada, proximidade com fornecedores de matéria-prima e com o mercado consumidor, além de possuir o maior parque de tecnologia offshore do mundo", ressaltou o secretário.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico oferece uma série de incentivos para o setor, como apoio na instalação, expansão e modernização dos estaleiros, adensamento da cadeia de fornecedores, exoneração do ICMS para a cadeia produtiva e para o aço importado, apoio na obtenção de licenças ambientais, orientação sobre melhor área para instalação do negócio, articulação para capacitação da mão de obra.

O evento reuniu lideranças da indústria naval, offshore e da logística portuária do Rio de Janeiro, eles discutiram sobre os principais desafios das indústrias naval e offshore no estado, o que responde por metade da força de trabalho do setor no país.

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