Rio - Mais de 1,2 mil escolas públicas e privadas vão passar a adotar aulas de Educação Financeira neste ano, em 20 estados do país. A iniciativa da empresa Dsop segue a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) e a Lei 171/09, que tramita no Senado, sobre a obrigatoriedade da disciplina em instituições de educação.
A empresa cria materiais personalizados e oferece o serviço para os educadores. O presidente da Dsop, Reinaldo Domingos, explica que há uma procura crescente das escolas pelo assunto.
“Temos observado que muitas instituições estão procurando o nosso material, assim, a expectativa é que o crescimento seja ainda maior”, afirmou.
A psicóloga e consultora do curso Intellectus, Rafaella Silveira, recomenda o ensino de Educação Financeira nas escolas. Ela explica que a infância é a melhor fase para a assimilação de valores, inclusive monetários.
“A lição mais importante sobre o assunto é mostrar que ‘dinheiro não nasce em árvore’. Os educadores devem passar a diferença entre ter e usar, para que as crianças não cresçam achando que se têm dinheiro precisam gastar, pois muitas vezes é melhor poupar e pensar no futuro”, orienta.
Foi tendo lições como essa que a jovem Letícia Serafim, de 16 anos, aprendeu a controlar os gastos. Ela não teve aulas sobre o assunto na escola, mas a menina passou a infância sendo educada financeiramente pela mãe e pelo pai. “Meus pais sempre me orientaram pelo exemplo, quando minha mãe não podia comprar, ela não se endividava”, lembra a estudante.