Por bferreira
Publicado 24/05/2014 02:00

Rio - Derrubar o preconceito, a falta de informação e oferecer oportunidades a deficientes. Esses são os principais objetivos do Dia D de inclusão social e profissional das pessoas com deficiência e dos beneficiários reabilitados, evento do Ministério do Trabalho em parceria com o INSS do Rio que acontece na próxima sexta-feira. Para que os interessados possam participar é preciso que eles compareçam à Rua Pedro Lessa 36, 6º andar, no Centro, com documentos que são exigidos a qualquer trabalhador em busca de emprego, como a carteira de trabalho e o CPF.

Cinquenta empresas vão oferecer mais de duas mil vagas no local, das 8h às 17h. Haverá chances também de cursos de capacitação e palestras de esclarecimento sobre a Lei 8.213/91 (Lei de Cotas), que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratar pessoas com deficiência.

“O Dia D visa dar visibilidade a esta significativa parcela da população e promover a inserção desse público com oportunidades de trabalho”, afirma o superintendente regional do Trabalho e Emprego no Rio, Antônio Albuquerque.

Com participação da Secretaria Municipal de Trabalho, o evento terá apoio da Firjan e do Ciee. “Esses apoiadores farão cadastro dos candidatos em cursos de qualificação”, informa Albuquerque.
Flávio Sousa, gerente-executivo da Gerência Centro do INSS, ressalta que a ação vai atender não só a pessoa com deficiência, mas também o beneficiário reabilitado. “São trabalhadores que cumpriram o Programa de Reabilitação Profissional do INSS. O reabilitado, ao final do programa, recebe certificado que lhe garante esta condição”, explica Sousa.

O secretário Municipal de Trabalho e Emprego, Augusto Ribeiro, afirma que um dos entraves para a inserção deste público no mercado de trabalho vem das próprias empresas.

“Muitas não contam com ambiente acessível para esse grupo. Há dificuldade em especificar funções que possam ser desenvolvidas por alguém com determinada deficiência”, relata.

O secretário diz que outro ponto que atrapalha é a falta de informação das próprias pessoas com deficiência sobre a suspensão do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social quando conseguem emprego.

“Antes, era suspenso se o beneficiário tivesse atividade remunerada. Em 2011 a regra mudou, permitindo que o deficiente volte a ter o benefício, se parar de trabalhar”, informa.

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