Receita já trabalha com IPI de veículos com aumento

Fisco conta com arrecadação sem desonerações do setor a partir de 1º de julho

Por O Dia

Rio - A Receita Federal já trabalha com estimativa da recomposição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis cheio a partir de julho. O órgão sinaliza que não haverá prorrogação do incentivo à indústria automotiva. “A previsão é que o IPI seja colocado na ‘alíquota cheia’. Qualquer mudança de entendimento de cenário, a receita que será arrecadada pode ser revista”, afirmou o secretário-adjunto da Receita, Luiz Fernando Teixeira Nunes, ontem, durante a divulgação dos números de arrecadação em abril.

As desonerações concedidas ao setor terminam no dia 30 de junho. A partir desta data, o imposto de carros com motor até 1.0 subirá de 3% para 7%. Para os com motor 1.0 a 2.0, o tributo passa de 9% para 11% (modelos flex) e de 10% para 13% (a gasolina). Os utilitários terão aumento de 3% para 8%. Para os de carga, a alta será de 3% para 4%.

Segundo o professor de contabilidade governamental do Ibmec-MG Thiago Borges, o governo se equilibra entre as necessidades de manter o crescimento da economia, aumentar a arrecadação e controlar a inflação. “O mercado esperava prorrogação das isenções principalmente por ser ano eleitoral. Mas o aumento das alíquotas é cada vez mais necessário para aumentar a arrecadação”, afirma.

ACORDO BILATERAL

Na tentativa de impulsionar o setor, o governo tenta prorrogar um acordo bilateral de livre comércio com a Argentina. Nos quatro primeiros meses do ano, 112 mil unidades foram exportadas, uma retração de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, as vendas para o exterior cresceram em abril, passando de 23,5 mil itens em março para 36,7 mil em abril.

Arrecadação bate recorde com R$ 105,8 bi para abril

A arrecadação federal de impostos e contribuições foi recorde para o mês em abril, totalizando R$ 105,8 bilhões. De acordo com a Receita Federal, o crescimento foi de 0,93% na comparação com o mesmo mês em 2013, descontando a inflação. Frente ao mesmo período, a alta foi de 7,27%.

No primeiro quadrimestre do ano, a arrecadação foi de R$ 399,3 bilhões, aumento real de 1,78% ante o mesmo período do ano passado.

As desonerações tributárias concedidas pelo governo resultaram em renúncia fiscal de R$34,9 bilhões entre janeiro e abril. Somente com a folha de salários, o governo deixou de arrecadar R$ 7,6 bilhões nos primeiros quatro meses do ano, sendo que R$ 2,04 bi se referem ao mês passado.

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