Por bferreira

Rio - No Dia D de Inclusão Social e Profissional das Pessoas com Deficiência 470 deficientes e beneficiários reabilitados do INSS foram cadastrados para uma das vagas de trabalho oferecidas por 30 empresas que participaram ontem do evento. O contingente, no entanto, não foi suficiente para preencher as 2.300 oportunidades levadas pelas companhias parceiras da iniciativa que ocorreu na sede da Gerência-Executiva Centro do INSS do Rio.

Michel Olímpio%2C que tem deficiência auditiva%2C se inscreveu em duas vagas de empregos no Dia DPaulo Araújo / Agência O Dia

Mesmo assim, os organizadores avaliaram positivamente o Dia D e se comprometeram em promover outro em novembro. Para Joaquim Travassos, auditor fiscal do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio, as empresas começam a sentir o peso da fiscalização pelo cumprimento à Lei 8213/91, que estabelece cotas e está em vigor há de 20 anos. “O resultado será o aumento de vagas”, avalia.

De acordo com o secretário estadual de Trabalho e Renda, Sérgio Romay, o objetivo do Dia D foi sensibilizar as empresas tanto no aspecto legal quanto no social. “Vamos promover evento semelhante em novembro”, promete Romay.

A parceria entre os órgãos também deve ser mantida. “O grande legado deste evento foi o fortalecimento de parcerias das instituições que lutam pela inclusão de pessoas com deficiência”, avalia Flávio Souza, gerente-executivo da Gerência Centro do INSS.

O ajudante de produção Michel Olímpio, 30 anos, que tem deficiência auditiva, está desempregado e se inscreveu em duas empresas com vagas abertas. “Espero ser chamado para uma delas. É muito importante me sentir incluído. Tenho vontade de trabalhar, mas sempre fui discriminado”, reclama Michel.

Você pode gostar