Por bferreira

Rio - Dados da Secretaria Estadual de Educação, obtidos com exclusividade pela coluna, apresentam um mapeamento da greve na rede no mês de maio. Segundo o relatório, 357 unidades escolares tiveram um professor ou mais que aderiram ao movimento.

O maior apoio foi em São Gonçalo, que também enfrenta greve de professores na rede municipal. Em seguida, vêm os profissionais da Metropolitana I, que corresponde a Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Mesquita e outros municípios da Baixada Fluminense. A terceira maior adesão à paralisação é das unidades de Niterói, Maricá, Saquarema, Búzios e demais cidades da região. A quarta posição é de Duque de Caxias e Rio de Janeiro.

Professores dos turnos da manhã e tarde concentraram as maiores faltas, com 33% e 32%, respectivamente. O turno da noite registrou 27% das faltas.

Professores do Ensino Médio Regular corresponderam a 52,45% da adesão. E do Ensino Fundamental Anos Finais, 23,88%. Já o pessoal do projeto EJA (Educação Jovens e Adultos) representou apoio de 10,08% e do Curso Normal, 5,98%.

Os dados mostram que a disciplina de História concentra o maior grupo de professores que aderiu à greve, 18%. Os de matemática representam 14%; Geografia, 12%; Língua Portuguesa, 11%; Educação Física, 9%; Sociologia, 8%; Filosofia e Arte, 4% e Química, 3%.

A greve da rede estadual começou em 12 de maio promovida pelo Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação). Na última sexta-feira, os professores decidiram manter a paralisação. Os dirigentes sindicais vão participar amanhã da audiência de conciliação promovida pela presidenta do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano. A convocação determinou que o Sepe apresente a pauta de reivindicações.

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