Pezão anuncia incentivo à capacitação de mão de obra para a indústria naval

Governador destacou a importância do setor durante evento promovido pelo Estado, Firjan e que teve apoio do grupo Ejesa

Por O Dia

Rio - Durante o 3º Balanço do Setor Naval e Offshore do Rio de Janeiro, promovido pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico em conjunto com a Firjan e apoio do Grupo Ejesa - que edita os jornais O DIA e Brasil Econômico - e realizado na manhã desta sexta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão destacou a importância do evento e anunciou incentivos do governo ao setor, através da capacitação de profissionais.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, e o publisher do Grupo Ejesa, Ramiro Alves, estiveram presentes no evento, que também teve apoio ainda do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval e Offshore (Sinaval) e do Fórum dos Trabalhadores do setor.

"A indústria naval e o evento que está sendo realizado na Firjan é a cara do Rio. O setor de indústria como o polo metal-mecânico precisam dessa atividade (setor naval), que gera mais de 30 mil empregos", declarou o governador, que acredita ainda que o setor crescerá no estado: "Com a exploração do pré-sal, temos todas as condições para isso", completou.

Pezão anunciou ainda  aabertura de escolas profissionalizantes em comunidades carentes: "Já temos cursos voltados para a preparação de mão de obra dessa atividade, como o CVT (Centro Vocacional Tecnológico), e que q vamos instalar no Complexo da Maré. Também levaremos outros postos profissionalizantes para Manguinhos, Alemão e Jacarezinho", disse Pezão, ressaltando que a média salarial desse setor na Região Metropolitana está acima das demais áreas: "Então é fazer o dever de casa e apoiar cada vez mais os estaleiros aqui do estado". 

Os principais projetos, desafios e oportunidades da Indústria Naval fluminense são debatidos nesta sexta-feira durante o 3º Balanço do Setor Naval e Offshore do Rio de Janeiro, na sede da Firjan, no Centro da cidade. Conforme levantamento do governo do estado, o setor recebeu investimentos da ordem de R$ 10 bilhões nos últimos anos, além de empregar 40 mil dos 60 mil trabalhadores no segmento no país. O estado possui tradição no setor, com destaque para grandes empreendimentos e, na cadeia de produção, com pequenos, médios e grandes estaleiros.

Evento discute perspectivas para o setor que emprega 40 mil trabalhadores no estado

A ideia é debater com a classe empresarial, o governo e os trabalhadores a força motriz de um dos principais polos de investimentos no estado. Além de concentrar 62% da mão de obra brasileira no segmento, o Rio também é responsável por 55% do aço consumido nos estaleiros do país. As encomendas de embarcações para apoio às atividades do setor crescem a cada ano, principalmente com o avanço da exploração do pré-sal.

No estaleiro Aliança, por exemplo, são três PSV (Plataform Supply Vessel). No Inhaúma estão encomendadas quatro plataformas. O Mauá, por sua vez, tem contratos para a construção de 15 embarcações e, o Rio Nave, outras 12. Já o Eisa montará 18 navios e 16 PSVs.

“O Rio tem vocação natural para a Indústria Naval. Com mais de 15 estaleiros e outros sendo construídos, o estado se consolida cada vez mais como berço do setor no Brasil”, destaca o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno.

Painel explica políticas públicas para o setor

O secretário Julio Bueno participará do primeiro painel do evento “As políticas públicas impulsionando o setor”, ao lado do presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, e representantes do BNDES e do Fundo de Marinha Mercante (FMM). O seminário também terá outros dois painéis que vão abordar temas sobre os trabalhadores e novos empreendimentos no setor.

“O estado conta com mão de obra qualificada, proximidade a fornecedores de matéria-prima e com o mercado consumidor, além de possuir o maior parque de tecnologia offshore do mundo”, ressaltou Bueno.
Ele lembra ainda que o governo do estado concede uma série de incentivos para o setor, como apoio à instalação, expansão e modernização dos estaleiros; adensamento da cadeia de fornecedores; isenção do ICMS para a cadeia produtiva e para o aço que é importado e apoio na obtenção de licenças ambientais; entre outros pontos.

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