Reajustes no Estado entram em vigor hoje

O impacto de todas propostas do Executivo é superior a R$356 milhões somente em 2014

Por O Dia

Rio - O Diário Oficial do Estado traz hoje publicados os os 34 projetos de lei sancionados que reajustam os salários de 90% dos 460 mil servidores estaduais ativos, inativos e pensionistas. Com isso, os aumentos passam a valer a partir de hoje, de modo a entrarem na conta dos beneficiados no pagamento que começa a ser creditado no fim do mês (pensionistas) e início de agosto (ativos e aposentados).

Os textos foram aprovados na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a toque de caixa com parte sancionada ontem, e o restante hoje. Eles concedem aumento de 9% para servidores da Educação estadual e de 12% para a área da Saúde.

Ficam excluídos dos reajustes os funcionários da Administração Indireta que integram o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Casa França-Brasil, que somam 500 funcionários. Cerca de 40 mil servidores também não foram contemplados neste pacote. Segundo a Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão, o motivo é que estas carreiras já tiveram reajustes ou novos planos de cargos e salários aprovados recentemente, dentre os quais estão os gestores, que tiveram 35% de aumento.

Analistas de controle interno foram beneficiados por novo plano com reajuste superior a 40%. Rioprevidência com 35% de aumento. Servidores da Loterj, 32% de reajuste. A Faetec teve novo plano de cargos e salários. Já os servidores da Uerj e da Cecierj também ganharam plano para carreiras.

O impacto de todas propostas do Executivo é superior a R$356 milhões somente em 2014.

CONTRACHEQUES ZERADOS

Mais professores da rede municipal de ensino procuram a coluna com contracheques de junho com descontos ou até zerados em razão dos dias parados durante a greve de 47 dias da categoria. Entretanto, servidores reclamam da diferença entre valores, mesmo com a mesma quantidade de horas não trabalhadas no período.

Segundo a professora Anna Paula Meireles, 43, há muita diferença nos contracheques. “Enquanto eu recebi R$ 0 de salário, tenho colegas que também faltaram ao trabalho nos dias de greve e tiveram apenas desconto. Isso é perseguição política”, reclamou.

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação, não quis se pronunciar sobre o assunto.

Últimas de _legado_Economia