Uma experiência bastante curiosa...

O estado emocional de um grupo pode ser transferido para seus ‘face-amigos’

Por O Dia

Rio - Uma experiência feita com 689 mil usuários do Facebook em 2012, mas divulgada somente semana passada, mostra que o estado emocional de um grupo pode ser transferido para seus ‘face-amigos’, fazendo-os experimentar as mesmas emoções, sem que estejam percebendo a manipulação. É uma espécie de contágio online, de acordo com o desejo de quem controla o tráfego de informação.

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No fim das contas, esse comportamento deveras inconsciente pode influenciar também as atitudes de um grupo na vida real — para o bem ou para o mal. E é aí que mora o perigo...

Na tal pesquisa, à medida que um grupo começou a receber mais e mais posts negativos, passou também a publicar mais posts negativos. O contrário aconteceu com o grupo que recebia comentários positivos. Nesse caso, ficou todo mundo esbanjando felicidade...

O que os pesquisadores da Cornell University e do Facebook fizeram foi alterar a quantidade de comentários positivos ou negativos publicados em determinados grupos. Como assim? Bom, tem gente que não sabe, mas nós não recebemos todos os posts que são publicados pelos nossos amigos. O Facebook faz uma seleção, identifica assuntos (e produtos) que supostamente mais me interessam, e é esse o material que vai parar no meu Feed. As postagens restantes são desprezadas.

A pesquisa é séria, interessante e abre muitos precedentes. O Facebook não se opôs a ideia, e abriu o conteúdo aos pesquisadores. Isso reforça o que já foi comentado aqui: ninguém está livre de manipulação.

Pois então diga: o que impede realmente com que um grupo político não alugue determinada cota de usuários do Facebook, bombardeando-os apenas com notícias que interessem a ele? Você duvida que isso pode acontecer?

A GRANDE IMAGEM

A Oi, a Sony e o SporTV transmitiram o jogo Colômbia e Uruguai ao vivo, sábado passado, no formato Ultra HD (4K). A qualidade da imagem é quatro vezes superior ao que temos de melhor hoje. Uma nitidez impressionante.

Como funciona a brincadeira: a resolução do 4K pode chegar a 3840 x 2160 pixels — sendo que pixel é aquele ‘pontinho’ de luz da tela, digamos assim. Quanto mais pixels, melhor a percepção de detalhes, tons, subtons e contrastes das cores. No caso do 4K, são 8,3 milhões de pixels, contra 2 milhões no formato HD. Os aparelhos Full HD, disponíveis hoje no mercado brasileiro, chegam a 1920 x 1080 pixels — e sua qualidade já é considerável.

Claro que esse recurso exige mais rede para transmissão, e isso encarece todo o processo enquanto a onda não se firma. Por enquanto, os aparelhos de TV disponíveis aqui no Brasil com o formato 4K estão custando cerca de R$ 10 mil. Os fãs de tecnologia já estão fazendo suas encomendas. Estima-se que, na próxima Copa, já o 4K já tenha se consolidado como padrão do mercado.

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